China elevará teto de déficit fiscal para dinamizar economia

Pequim, 5 mar (EFE).- A China vai elevar o teto de seu déficit fiscal este ano para até 3% do Produto Interno Bruto (PIB) com o objetivo de dinamizar o crescimento econômico, anunciou neste sábado o primeiro-ministro do país, Li Keqiang, em seu relatório anual ao Legislativo.

Este aumento do déficit chegará através de reduções de impostos e taxas às empresas, "um passo que reduzirá ainda mais seus encargos", segundo o texto apresentado por Li no plenário anual da Assembleia Nacional Popular (ANP) da China.

O teto do déficit público de 2015 foi de 2,3% do PIB, mas acabou chegando a 3,48%, pois a China registrou seu menor aumento de receitas fiscais desde 1988.

O governo prevê que o déficit das administrações públicas será no máximo de 2,18 trilhões de iuanes (US$ 335 bilhões).

Deste déficit, 1,4 trilhões de iuanes corresponderiam ao governo central, enquanto os 780 bilhões restantes procederiam das administrações provinciais e locais.

O primeiro-ministro chinês anunciou também que continuará a reforma do sistema tributário para estabelecer o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) em todos os setores da economia, assim como a continuação das emissões de títulos da dívida local.

Li afirmou que esses passos são "necessários, factíveis e também seguros" já que as razões do déficit fiscal e da dívida pública sobre o PIB são menores que em outras economias.

O relatório do premiê também anuncia a criação de um fundo de 100 bilhões de iuanes (US$ 15,4 bilhões) em subsídios e compensações aos trabalhadores que perderem seus empregos dentro do processo de reestruturação industrial.

Li não fez novos anúncios nesse sentido, mas comentou que "o excesso de capacidade é um problema sério em alguns setores" e que algumas empresas "estão enfrentando problemas" em sua produção e em suas operações.

O ministro de Recursos Humanos e Seguridade Social da China, Yin Weimin, anunciou na última segunda-feira que somente na mineração do carvão e na siderurgia estão planejadas 1,8 milhões de demissões de trabalhadores nos próximos anos para corrigir o forte excesso de capacidade de produção em ambos os setores.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos