Moro afirma que condução coerciva não antecipa culpa de Lula

São Paulo, 5 mar (EFE).- O juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato em primeira instância, afirmou neste sábado em uma nota de imprensa que a condução coerciva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não antecipa sua "culpa".

"Medidas de investigação buscam só o esclarecimento da verdade e não significam a antecipação de culpa do ex-presidente", afirmou Moro em comunicado sobre o depoimento de Lula prestando ontem perante as autoridades e as revistas na sexta-feira em sua casa, escritórios e outras propriedades que envolvem seu nome.

A condução coerciva voltou a aquecer os ânimos entre simpatizantes e opositores de Lula, que se mobilizaram em várias cidades para protestar a favor e contra o ex-mandatário, inclusive chegando à agressão física, como ocorreu na sede da Polícia Federal em São Paulo e diante da casa do ex-presidente, em São Bernardo do Campo.

"É lamentável que as diligências tenham conduzido pontuais enfrentamentos em manifestações políticas inflamadas, com agressões e isso era exatamente o que queríamos evitar", acrescentou Moro.

Nesse sentido, o juiz repudiou os "atos de violência de qualquer natureza e origem, assim como a incitação à prática de violência, ofensas ou ameaças a quem quer que seja: investigados, partidos políticos, instituições constituídas ou qualquer pessoa".

Neste sábado, cerca de 300 militantes do governante Partido dos Trabalhadores (PT), muitos dos quais fizeram vigília durante toda a noite diante do edifício onde Lula reside, se congregaram nesta manhã em sinal de apoio ao ex-líder brasileiro.

Especula-se que ainda hoje Lula tenha um encontro com Dilma Rousseff, que viajou para São Paulo antes de seguir a Porto Alegre, onde passará o final de semana sem compromissos oficiais.

Depois do interrogatório, Lula deu uma declaração à imprensa e participou na noite de sexta-feira de um ato político no qual denunciou a "perseguição" contra si, manifestou ser "inocente" das acusações por lavagem e enriquecimento ilícito e assegurou que os opositores terão que derrotá-lo politicamente "nas ruas".

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