Onda de violência provocou morte de 41 menores palestinos, diz ONG

Jerusalém, 5 mar (EFE).- A organização Defense for Children Internacional Palestine (DCIP) estima que 41 menores palestinos morreram durante a última onda de violência que sacode a região desde outubro do ano passado.

A agência de notícias "Ma'an" informou neste sábado que, segundo a DCIP, as mortes são "resultado direto da intensificação da violência" e que, em praticamente todos os casos, os menores foram vítimas das forças de segurança de Israel.

Dos 41 mortos no total, 31 foram baleados por agentes israelenses após tentarem realizar ataques com facas ou armas de fogo, ou em confrontos com o Exército de Israel.

Em recente entrevista, Bashar Yamal, representante da DCIP, denunciou à Efe o "uso excessivo de força" de Israel contra os menores palestinos e criticou a ausência de investigações policiais e militares sobre esses ataques dos agentes.

"A lei internacional requer que o uso letal da força só seja usado quando for absolutamente inevitável. Os indivíduos que supostamente cometem um ato criminoso devem ser detidos e submetidos à lei", indicou o DCIP, de acordo com a "Ma'an".

Desde 1º de outubro do ano passado, 186 palestinos morreram ao serem baleados durante ataques ou em enfrentamentos com as forças de segurança. De acordo com o Mistério das Relações Exteriores de Israel, no período, os palestinos foram responsáveis por 192 esfaqueamentos, 76 ataques armados e 40 atropelamentos propositais.

As autoridades palestinas, por outro lado, denunciam que pelo menos 36 pessoas foram mortas pelas forças de segurança ou colonos israelenses por meio de "execuções extrajudiciais".

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