Premiê chinês diz que "corrupção será castigada sem descanso" no país

Pequim, 5 mar (EFE).- O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, ressaltou neste sábado que "a corrupção será castigada sem descanso" no país e disse que o governo tomará mais medidas para "erradicar o foco da corrupção" na segunda maior economia mundial.

Li fez essas declarações ao apresentar o relatório de trabalho do governo na Assembleia Nacional Popular (ANP, o Legislativo chinês), que começou sua reunião anual neste sábado em Pequim.

"Puniremos todos os comportamentos que constituam violações flagrantes de disciplina", enfatizou Li.

O primeiro-ministro acrescentou que a "supervisão da Administração será fortalecida e que todo o governo será submetido a auditorias".

"Serão dados alguns passos, como reduzir e limitar certos poderes e adotar novas formas de supervisão para erradicar o foco da corrupção", acrescentou o premiê.

Desde que o presidente Xi Jinping assumiu formalmente o poder há três anos, o governo chinês vem realizando uma agressiva campanha anticorrupção que apontou contra praticamente todos os setores do país, inclusive o militar, que até pouco tempo era considerado intocável.

"Aumentamos os esforços para melhorar a conduta do Partido e a integridade do governo e a luta contra a corrupção, e levamos um grande número de infratores à Justiça", enfatizou hoje Li Keqiang.

Apenas no ano passado, mais de 300 mil pessoas foram penalizadas de alguma forma por práticas corruptas, segundo dados do governo.

O último alto cargo a ser investigado foi o até então diretor do Escritório Nacional de Estatísticas, Wang Baoan, cuja investigação veio à tona no final de janeiro, apenas uma semana depois que este tinha anunciado que o Produto Interno Bruto (PIB) da China de 2015 tinha crescido 6,9%, seu ritmo mais baixo em 25 anos.

Li Keqiang assinalou hoje que serão tomadas medidas contra o "hedonismo e a extravagância", como o governo costuma se referir às práticas corruptas.

No ano passado, a Justiça chinesa condenou à prisão perpétua o ex-ministro de Segurança, Zhou Yongkang, o primeiro funcionário do mais alto escalão a ser julgado por corrupção desde a criação da República Popular da China em 1949.

Enquanto o governo chinês defende que a campanha anticorrupção está dirigida contra qualquer infrator, sem importar seu cargo ou setor, alguns analistas consideram que as autoridades a utilizam como ferramenta política contra as facções de oposição a Xi Jinping. EFE

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(foto)

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