Trump assegura que ganhará na Flórida e será o novo presidente dos EUA

Miami, 5 mar (EFE).- O pré-candidato republicano pela presidência dos EUA Donald Trump mostrou confiança neste domingo de que irá triunfar nas primárias do estado da Flórida e assegurar assim sua indicação por esse partido nas eleições de novembro.

Em um comício realizado na cidade de Orlando, o magnata imobiliário afirmou que se nas primárias da Flórida, que serão realizadas em 15 de março, vencer, o grupo republicano terá um candidato definido.

"Se ganharmos na Flórida, acabou", disse Trump na Universidade Central da Flórida (UCF), em um local com capacidade para 10 mil pessoas, enquanto os eleitores republicanos participam de eleições primárias ou caucus no Kansas, Louisiana, Kentucky e Maine.

O pré-candidato, que arrasou nas eleições primárias da Super Terça, na qual ganhou em sete de 12 estados em disputa, não fez críticas a seus principais adversários, o senador pelo Texas Ted Cruz e o senador pela Flórida Marco Rubio.

Sabedor da importância que implica um triunfo na Flórida, onde Rubio espera vencer, Trump se referiu ao senador de origem cubana com o apelativo de "Little Marco" e o qualificou de "desastre total".

O empresário e claro favorito em intenções de voto entre os republicanos, colocou em evidência os diferentes negócios e edifícios que levantou em Miami e outras localidades do sul da Flórida, e não duvidou em assegurar que "ama os hispânicos".

Trump manifestou que é a única pessoa que poderia derrotar a eventual candidata pelo Partido Democrata Hillary Clinton, e garantiu que o outro aspirante à indicação democrata, o senador por Vermont Bernie Sanders, já estava fora de corrida.

"Amo meus protestantes", afirmou Trump, em uma das mais de dez ocasiões em que foi interrompido por seu críticos, alguns dos quais se viram envolvidos em resistências com simpatizantes do empresário, e que foram tirados do recinto entre discursos a favor dos Estados Unidos.

O magnata, que subiu ao palanque com cerca de 45 minutos de atraso, reiterou sua promessa de construir um muro na fronteira sul e que o México pague por ele, além de lamentar o acordo feito pelo governo liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com o Irã.

"Nosso país está muito dividido", afirmou em outro momento de seu discurso, que ultrapassou uma hora de duração, e no qual voltou a lembrar que o candidato republicano nas eleições de 2012, Mitt Romney, no passado lhe "deu" seu apoio.

Trump se referiu assim às declarações que o republicano fez contra ele na quinta-feira passada, quando em discurso o definiu como um "farsante" que levaria o país ao "abismo".

Horas antes que do magnata iniciar sua apresentação, foram vistas longas filas de simpatizantes nas imediações da universidade, na qual também se congregaram dezenas de opositores, entre eles grupos de muçulmanos que levavam letreiros que diziam "Stop Trump".

"Expressamos nosso descontentamento com a mensagem que Trump enviou não só sobre os muçulmanos, mas sobre as minorias, as mulheres e os veteranos", manifestou ao jornal "Orlando Sentinel" o ativista Bassel Chaaban.

O pré-candidato presidencial passará o fim de semana no sul da Flórida, onde na noite deste sábado terá outro comício na cidade de West Palm Beach, e amanhã deve comparecer ao torneio de golfe WGC Cadillac Championship, realizado no complexo hoteleiro de sua propriedade Trump National Doral.

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