Forças curdas libertam 233 mulheres yazidis em maõs dos jihadistas

Mossul (Iraque), 6 mar (EFE).- Milicianos da União Patriótica do Curdistão (UPK) iraquiana libertaram nas últimas horas 33 mulheres da minoria yazidi que tinham sido capturadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) perto da região de Sinjar, 120 quilômetros ao oeste a cidade setentrional de Mossul.

O dirigente do partido UPK, Dawoud Kalo, indicou neste domingo à Agência Efe que uma "força especial" dependente de sua organização lançou uma operação para resgatar as reféns perto da zona de Al Biay, controlada pelos jihadistas.

Kalo explicou que as força curdas mataram nessa operação, que necessitou dois meses de preparativos, um número indeterminado de terroristas sem que houvesse baixas em suas fileiras.

Além disso, afirmou que entre as pessoas liberadas estão várias menores de idade e apontou que foram transferidas em um primeiro momento à zona de Mazar Sharaf al Din, na região de Sinjar, para passarem por um controle médico.

Posteriormente, foram levadas à região autônoma do Curdistão iraquiano para se reunir com seus familiares.

Amplas zonas de Sinjar foram conquistadas em agosto de 2014 pelo EI, que assassinou e sequestrou milhares de yazidis, uma minoria de etnia curda.

Dezenas de milhares de yazidis ficaram então presos no monte, até que a maioria pôde deixar a zon graças à ajuda das forças curdas e aos bombardeios dos Estados Unidos.

Segundo dados da ONU, mais de 500 mil yazidis e membros de outras religiões minoritárias fugiram do norte do Iraque desde junho de 2014 e outras centenas foram assassinados pelo EI.

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