Hamas nega acusações de envolvimento em morte de procurador-geral egípcio

Gaza, 6 mar (EFE).- O movimento islamita Hamas negou neste domingo as acusações feitas pelo Egito sobre seu envolvimento na morte do procurador-geral egípcio Hisham Barakat, em 29 de junho de 2015.

O ministro do Interior egípcio, Magdi Abdelgafar, acusou o movimento islamita Hamas e o egípcio Irmandade Muçulmana de planejar e executar o assassinto do procurador-geral.

O porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, expressou em comunicado sua surpresa pelas declarações do responsável egípcio e disse que as acusações de que o movimento islamita esteve por trás do assassinato de Barakat eram "falsas".

"As acusações não casam com os esforços exercidos para desenvolver as relações com Cairo", manifestou Abu Zuhri antes de dizer que "os funcionários egípcios deveriam assumir maior responsabilidade e evitar envolver facções palestinas nas disputas internas do Egito".

O titular do Interior egípcio informou sobre a detenção de 14 pessoas supostamente envolvidas no atentado no qual Barakat morreu e disse que o Hamas planejou e ofereceu formação aos autores do atentado, no qual, segundo o ministro, foram usados 80 quilogramas de explosivos.

"Dirigentes da Irmandade foragidos à Turquia e seus colaboradores em Gaza (Hamas) planejaram o assassinato de Hizham Barakat", disse o ministro em uma discurso perante os meios de comunicação no qual também foram apresentadas as confissões de três jovens que asseguraram ter participado do fato.

Abdelgafar, que insistiu que o Egito enfrenta uma "conspiração imensa", quis esclarecer que a "questão palestina" está separada das atuações dos membros do Hamas.

Meios de comunicação locais palestinos informaram há vários dias que delegações de alto categoria de várias facções palestinas, incluídas Hamas e Jihad Islâmica, partiriam em breve para Cairo para participar de conversas com altos funcionários egípcios.

As informações precisavam que as delegações palestinas tinham previsto analisar várias questões, entre elas a crise do fechamento da passagem fronteiriça de Rafah, fronteira de Gaza com o Egito.

Os laços entre Egito e Hamas, que controla de fato a Faixa palestina, pioraram depois que o grupo islamita foi acusado pela justiça egípcia de estar por trás de atentados terroristas contra forças egípcias na Península do Sinai.

Suas relações se deterioraram por causa da derrocada militar do presidente egípcio Mohammed Mursi em 2013, membro da Irmandade Muçulmana.

Isso não impediu que o Egito fose o principal mediador no último cessar-fogo alcançado entre as facções armadas de Gaza, lideradas pelo Hamas, e Israel, que pôs um fim no último conflito bélico na região no verão de 2014.

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