Irã elegeu moderação e interação com o mundo nas eleições, diz Rohani

Teerã, 6 mar (EFE).- O presidente iraniano, Hassan Rohani, considerou neste domingo que nas eleições parlamentares de 26 de fevereiro os cidadãos da República Islâmica apostaram pela "moderação" e pela "interação construtiva com o mundo", como fizeram no pleito presidencial de 2013.

O líder ofereceu uma entrevista coletiva para falar sobre o resultado eleitoral e outras questões de atualidade, na qual apontou que a votação também demonstrou a "confiança" da população no sistema político e expressou sua satisfação pelo triunfo dos setores moderados.

"A vitória dos moderados nas eleições significa que o povo elegeu esse caminho e quer continuar com o que foi eleito em 2013", disse Rohani aos jornalistas.

Além disso, o presidente indicou que a "mensagem do povo" às autoridades é que apostem pela "empatia", assim como por uma "maior coordenação entre os três ramos" do poder.

"Não queremos um parlamento que esteja subordinado ao governo. Ambos devem trabalhar juntos e cada um apostar por princípios similares e perseguir objetivos nacionais unificados", acrescentou.

Para Rohani, a participação foi em massa dos cidadãos nas eleições em um ano "que será histórico para a nação iraniana", pois o povo procura "promover uma interação construtiva com a opinião pública mundial".

"O povo expressou suas ordens ao governo, dizendo ao poder executivo do país que não queria brigas e nem disputas, mas pediu que atuasse positivamente com o mundo e que atendesse às necessidades materiais do povo", disse.

Nesse sentido, Rohani apontou que as relações do governo com o novo parlamento serão "melhores e mais frutíferas" já que o mandato que recebido do povo é o mesmo que ele recebeu.

As eleições ao parlamento e à Assembleia de Especialistas supuseram um grande êxito para os setores moderados e reformistas da República Islâmica frente aos conservadores "principalistas", apesar destes terem obtido uma maioria de legisladores em todo o país.

No entanto, estes perderam o controle da câmara e deixaram pelo caminho vários de seus representantes mais extremistas, enquanto os moderados e seus aliados arrasaram na simbólica circunscrição de Teerã, onde conseguiram todos os deputados (30) e 15 de seus 16 representantes da Assembleia de Especialistas.

Esse triunfo simbólico foi mal recebido por alguns setores mais extremistas, que culparam "uma guerra branda sem precedentes" do "inimigo" orientada a mudar "a mente da população" de Teerã e o consideraram "uma situação pouco beneficente para o sistema".

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