Manifestantes radicais atiram pedras contra embaixada da Rússia em Kiev

Kiev, 6 mar (EFE).- Um grupo de manifestantes radicais jogou pedras contra a embaixada da Rússia em Kiev neste domingo, quebrando janelas e câmeras de segurança instaladas no edifício, diante da passividade da polícia da Ucrânia, denunciou o porta-voz da legação diplomática, Olega Ghishkin.

Dois manifestantes, que participavam ao lado de outras centenas de pessoas do protesto em frente ao local, conseguiram pular o muro da embaixada, mas foram retirados pela segurança russa.

"Há um grande protesto em frente à embaixada. Atualmente, eles estão atirando ovos contra o prédio", disse Grishkin em entrevista à agência de notícias russa "Interfax".

Centenas de pessoas se reuniram em frente à embaixada da Rússia em Kiev para exigir a libertação da piloto ucraniana Nadezhda Savchenko, que será julgada em Moscou por seu suposto envolvimento na morte de dois repórteres russos no leste da Ucrânia em 2014.

Savchenko está há três dias em greve de fome e sem beber água após o tribunal que a julga ter negado o pedido de apresentação de último recurso no último dia 3 de março.

A embaixada russa em Kiev já tinha sofrido um ataque com fogos de artifício durante a madrugada, quando os radicais danificaram três carros diplomáticos estacionados perto do local. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia enviou uma nota de protesto à Ucrânia por causa do incidente.

A Promotoria da Rússia pediu 23 anos de prisão para a piloto ucraniana, de 34 anos. Segundo a acusação, ela forneceu às forças de Kiev as coordenadas de um posto de controle das milícias separatistas na região de Lugansk, onde estavam os dois jornalistas que acabaram mortos por morteiros.

Savchenko, eleita deputada nas eleições de outubro de 2014, admitiu que repassou informações às tropas ucranianas. Mas garante que, no dia da morte dos repórteres, estava com sua irmã, Vera, que a ajudou a levar soldados ucranianos feridos na cidade de Schastie.

A piloto ucraniana foi presa em julho de 2014 na fronteira entre os dois países, quando tentava entrar na Rússia como refugiada, segundo Moscou. Kiev afirma, no entanto, que ela foi sequestrada.

Desde então, Savchenko fez greve de fome em várias oportunidades, reiterando sua inocência e exigindo sua repatriação.

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