Bloomberg anuncia que não será candidato à presidência dos EUA

Nova York, 7 mar (EFE).- O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg anunciou nesta segunda-feira que decidiu não concorrer à presidência dos Estados Unidos como candidato independente.

Em coluna publicada no site "Bloomberg View", o empresário explicou que não quer correr o risco de ver sua candidatura, de algum modo, resultar na vitória dos republicanos Donald Trump ou Ted Cruz.

"É um risco que não posso assumir com a consciência tranquila", disse Bloomberg, que se mostrou muito crítico em relação aos discursos de Cruz e, principalmente, Trump.

Para Bloomberg, o magnata nova-iorquino está realizando a campanha presidencial mais "divisionista e demagógica" de que ele se lembra, se apoiando "nos preconceitos e medos" das pessoas.

"Trump apela para nossos piores impulsos", destacou o empresário, citando propostas do magnata, como proibir a entrada de muçulmanos no país, deporta milhões de mexicanos e empreender uma guerra comercial com China e Japão.

Na avaliação do ex-prefeito de Nova York, de 74 anos, esses movimentos dividiriam o país e colocariam em xeque a liderança moral americana no mundo, dando motivações para os inimigos dos EUA.

Bloomberg criticou também as posturas sobre imigração de Cruz, igualmente extremas, apesar de senador pelo Texas não ter os mesmos "excessos retóricos" do adversário na corrida republicana.

"Sua recusa em se opor em banir estrangeiros baseado em sua religião pode ser menos bombástica do que a posição de Trump, mas não é menos divisionista", afirmou.

"Eu amo nosso país demais para ter um papel na eleição de um candidato que pode enfraquecer nossa unidade e obscurecer nosso futuro. Portanto, eu não irei entrar na corrida para ser presidente dos Estados Unidos", disse o empresário em sua coluna.

Bloomberg tinha confirmado no mês passado que estava cogitando uma candidatura independente diante do "preocupante nível banal de discussão" da atual campanha. No entanto, conforme reconheceu hoje, os dados mostram que ele não teria condição de conquistar os apoios suficientes para chegar à Casa Branca.

O empresário alegou que uma terceira oposição poderia dividir ainda mais os votos, facilitando a eleição de Trump ou Cruz graças à maioria parlamentar dos republicanos.

Ele também disse não estar pronto para apoiar nenhum candidato por enquanto, mas deixou claro que não ficará em silêncio perante a "ameaça que o extremismo partidário faz à nação".

De acordo com o "The New York Times", o empresário entraria na corrida presidencial caso as primárias dos dois partidos indicassem uma disputa entre Trump e o democrata Bernie Sanders.

A liderança de Hillary Clinton no Partido Democrata e as dificuldades de êxito em uma candidatura independente, porém, o levaram a abandonar a ideia, segundo fontes citadas pelo jornal.

Bloomberg - que primeiro se filiou aos democratas, depois se tornou republicano e mais adiante passou a ser independente - foi prefeito de Nova York por três mandatos, entre 2002 e 2013.

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