EUA afirmam que levam "a sério" ameaça de ataque da Coreia do Norte

Washington, 7 mar (EFE).- Os Estados Unidos "levam a sério" as ameaças de ataque ao território americano feitas pela Coreia do Norte, declarou nesta segunda-feira o Departamento de Estado, que explicou que as manobras militares iniciadas com Seul foram motivadas pelas ações "provocativas" de Pyongyang.

"Levamos este tipo de ameaças a sério e pedimos para Pyongyang encerrar esse discurso provocativo, colocar um fim às ameaças e, principalmente, parar com seu comportamento provocativo", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby, em sua entrevista coletiva diária.

A Coreia do Norte anunciou hoje que seu Exército Popular "executará atos militares preventivos de neutralização que podem representar golpes mortíferos e sem piedade" contra Estados Unidos e Coreia do Sul.

De acordo com Pyongyang, as forças norte-coreanas têm a seu alcance alvos militares sul-coreanos de importância estratégica e podem chegar também a bases americanas na região Ásia-Pacífico.

As ameaças norte-coreanas chegam em resposta ao início das maiores manobras militares conjuntas de Washington e Seul nesta segunda-feira, executadas em um momento de grande tensão na península de Coreia após os recentes testes de armas de Pyongyang e as sanções impostas como punição pela ONU.

O porta-voz americano defendeu que, diante das ações da Coreia do Norte, seria "imprudente e irresponsável" se os EUA não "exercitassem suas capacidades (militares) e tentassem melhorar e afinar a coordenação com os aliados sul-coreanos".

"Não faria falta melhorar nossa coordenação se Pyongyang não estivesse tão empenhado em piorar a tensão na península e diminuir qualquer sentido de segurança ou estabilidade no local", sustentou Kirby.

Os exercícios anuais Key Resolve e Foal Eagle, que se prolongarão até o dia 30 de abril, serão os de maior escala executados até agora por EUA e Coreia do Sul.

As manobras deste ano pretendem ser uma demonstração de força após os recentes testes de armas da Coreia do Norte e envolverão mais de 300 mil militares sul-coreanos e 15 mil americanos, que simularão estratégias de combate conjuntas não ensaiadas até o momento pelos dois países.

A Coreia do Norte afirma que estes exercícios são um teste de guerra nuclear contra os EUA, enquanto Seul e Washington ressaltam o caráter defensivo das manobras.

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