Forças tunisianas rastreiam região de ataque em busca de jihadistas foragidos

Túnis, 7 mar (EFE).- Unidades tunisianas de luta antiterrorismo estão revistando casa por casa, bairro por bairro, na cidade de Ben Guerdan e na fronteira da Tunísia com a Líbia em busca dos jihadistas que teriam fugido após o ataque nesta segunda-feira a uma delegacia e a um quartel nessa cidade.

Fontes de segurança disseram à Agência Efe que vários deles roubaram uma ambulância e fugiram em direção a ilha de Jerba, cujos acessos foram fechados, assim como os que levam às regiões do deserto meridional.

Além disso, os ministérios de Interior e de Defesa ampliaram a segurança na região com helicópteros, veículos militares, tropas especiais, agentes de inteligência e unidades da luta antiterrorismo.

"A operação continua em andamento. Buscamos cúmplices e possíveis participantes do ataque", que matou 24 pessoas, detalhou a fonte, que preferiu não ser identificada.

O ataque aconteceu pouco antes do amanhecer, deixando 13 supostos jihadistas, seis membros das forças de segurança - militares, policiais e um agente de alfândegas - e pelo menos cinco civis, entre eles uma menina de 12 anos.

Este é o segundo ataque em Ben Guerdan nos últimos cinco dias. Quarta-feira outros cinco supostos jihadistas cruzaram a fronteira e se entrincheiraram em uma casa antes de serem abatidos por unidades especiais da luta antiterrorismo.

As forças de segurança indicaram então que os supostos terroristas estavam ligados ao ramo líbio do grupo jihadista Estado Islâmico, e que entraram no país através da fronteira a bordo de vários veículos 4x4.

Mas testemunhas disseram, por sua vez, que eram 10 jihadistas e que cinco conseguiram fugir após a primeiro troca de tiros.

A polícia na fronteira tunisiana está em estado de alerta máximo há duas semanas, desde aviões de combate americanos mataram 50 pessoas - a maioria tunisianos - em um bombardeio contra alvos do ramo líbio do EI na cidade de Sabratah, na Líbia, a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Tunísia.

Segundo o Pentágono, o ataque pretendia matar Nourdine Chouchane, um conhecido líder jihadista tunisiano acusado de instigar dois dos três atentados que aconteceram na Tunísia em 2015 e que lutou junto com o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Pouco depois, tropas do governo líbio em Trípoli prosseguiram com a operação em terra contra a célula de Sabratah, o que deixou as forças tunisianas em alerta, por temerem que os jihadistas fugissem para seu país.

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