Governo afegão reitera convite a talibãs para negociar

Cabul, 7 mar (EFE).- O governo afegão refez nesta segunda-feira o pedido para que os talibãs se sentem para negociar, depois de sábado os insurgentes anunciarem que não participarão do processo de paz até que sejam cumpridas algumas de suas exigências, como o fim da presença estrangeira iniciada em 2001.

Depois de o presidente afegão, Ashraf Ghani, e o porta-voz do chefe do Executivo, Javid Faiçal, afirmarem no fim de semana que seu maior "desejo" e "esperança" é alcançar a paz, hoje foi a vez do próprio chefe do Executivo, Abdullah Abdullah, que pediu aos talibãs que se reúnam para buscar uma solução ao conflito.

"Mais uma vez convidamos nossos adversários a aceitarem o chamado legítimo do governo de união nacional e darem uma resposta afirmativa ao início do processo de paz", disse Abdullah em Cabul durante uma reunião do conselho de ministros.

O chefe do Executivo afirmou que o governo lançou "uma mensagem clara" aos talibãs, ao convidá-los a aproveitar esta "oportunidade histórica" para participar do processo de paz.

"É a única oportunidade que terão para se unir ao futuro do Afeganistão". disse.

Além disso, Abdullah avisou aos insurgentes que se deixarem passar esta chance perderão a possibilidade de "se livrar da responsabilidade histórica" pelos milhares de civis mortos no Afeganistão em uma guerra alimentada por eles.

Os talibãs anunciaram em comunicado no sábado que não se reuniriam com o governo afegão em um futuro imediato antes de acabar a ocupação estrangeira no Afeganistão, as sanções da ONU serem retiradas e os prisioneiros "inocentes" libertados.

Os pedidos do governo tentam salvar a tentativa do grupo formado por Afeganistão, China, Estados Unidos e Paquistão, de alcançar uma solução pacífica ao conflito afegão, através do início de conversas entre o Executivo e os talibãs.

Este quarteto tinha anunciado no fim de fevereiro que essas negociações estavam programadas para a primeira semana de março.

Os insurgentes e o governo afegão tiveram em julho do ano passado no Paquistão sua primeira reunião oficial, mas o processo foi suspenso dias depois, após a divulgação de que o fundador do movimento insurgente, mulá Omar, tinha morrido em abril de 2013.

A guerra no Afeganistão atravessa um de seus períodos mais violentos, com 3.545 mortos e 7.457 feridos em 2015, o número mais alto desde que começaram as vítimas do conflito começaram a ser contabilizadas, há sete anos.

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