Justiça e governo argentino analisam propostas de reforma eleitoral

Buenos Aires, 7 mar (EFE).- Membros judiciário e do governo argentino analisam nesta segunda-feira várias propostas para renovar o questionado sistema eleitoral da Argentina, cuja reforma foi uma das promessas de campanha do presidente, Mauricio Macri, em um seminário internacional organizado pela Câmara Nacional Eleitoral.

Pelo encontro, realizado em um hotel de Buenos Aires, passarão o ministro do Interior, Rogelio Frigerio, o titular da Suprema Corte de Justiça, Ricardo Lorenzetti, e o governador de Salta, Juan Manuel Urtubey, da oposição, entre outros.

Com o lema "Avaliação dos processos eleitorais e propostas para seu aperfeiçoamento", o seminário tem como objetivo contribuir com a experiência de autoridades e especialistas - tanto da Argentina como do exterior - à reflexão sobre a reforma política que o Executivo prevê promover este ano.

"Em 2017 os argentinos têm que começar a votar de outra maneira", disse Frigerio no seminário, publicou a agência oficial "Télam".

Para o ministro, as prioridades da reforma têm que ser "simplificar o calendário eleitoral, implementar a entrada única eletrônica e redefinir o organismo de controle", para que "o poder político da vez não seja quem controle o comício".

Durante as eleições de 2015, a Câmara Nacional Eleitoral "afirmou mais de uma vez a necessidade de reformas eleitorais e teve um papel ativo para reforçar a transparência e segurança do pleito", detalhou a convocação do encontro, divulgada através do Centro de Informação Judicial.

As eleições gerais de outubro foram precedidas por escândalos em eleições provinciais (como na região de Tucumán, no norte do país, onde urnas foram queimadas e se denunciaram irregularidades) que elevaram o tom das reivindicações da oposição, de ONGs e inclusive da Igreja para que a transparência estivesse garantida.

Diante da impossibilidade de realizar uma reforma exaustiva, a justiça e os partidos implementaram uma série de "medidas paliativas" para tentar diminuir os questionamentos sobre a eleição presidencial, que foi decidida sem incidentes no segundo turno, em novembro.

Na abertura das sessões do Congresso argentino, no último dia 1º, o próprio Macri enumerou entre os objetivos do governo no curto prazo encarar uma "ambiciosa reforma política", com o sistema eleitoral na mira.

Partindo dessa premissa, o seminário avaliará o último processo eleitoral argentino e serão apresentados outros modelos, como os sistemas de votação das províncias de Salta, Córdoba , Santa Fé e da Cidade Autônoma de Buenos Aires, assim como a organização eleitoral de Brasil, México, Uruguai e Panamá.

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