Tunísia impõe toque de recolher em Ben Gardane e zonas próximas à Líbia

Túnis, 7 mar (EFE).- O governo tunisiano determinou um toque de recolher na cidade de Ben Gardane e nas áreas próximas à fronteira com a Líbia por conta do ataque jihadista que nesta segunda-feira matou 34 pessoas, entre elas 21 supostos terroristas que aparentemente viram da Líbia e se infiltraram.

A medida foi estipulada após uma reunião do gabinete de crise, composto pelo primeiro-ministro, Habib Essid, e os ministros de Interior, Hedi Majdoub, e Defesa, Farhat Horchani, e estará em vigor das 18h às 4h horas GMT.

Fontes oficiais indicaram que durante a reunião o chefe do Executivo ordenou o fechamento da fronteira com a Líbia e a restrição de movimentos nas regiões do sul. Ele ordenou ainda que os dois ministros fossem ao local do ataque para coordenar e analisar a situação.

O ataque aconteceu durante a madrugada. Ao todo, 21 supostos jihadistas, um guarda de fronteiras e quatro civis morreram, segundo um comunicado conjunto emitido pelos ministérios de Interior e Defesa. Fontes de Segurança e médicas que preferiram não se identificar afirmam, por sua vez, que cinco membros das forças de Segurança - entre militares e policiais - faleceram e elevaram a sete o número de civis mortos.

Segundo o Pentágono, o ataque pretendia matar Noureddine Chouchane, um conhecido líder jihadista tunisiano acusado de promover dois dos três atentados que aconteceram na Tunísia em 2015 e que lutou com o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Perante esta situação, o governo da Tunísia avalia há semanas a opção de adquirir drones para supervisionar a fronteira e permitir que forças estrangeiras, principalmente italianas, americanas, alemãs e britânicas se deslocassem ao país para contribuir à formação das forças de Segurança.

O Reino Unido confirmou na semana passada que já enviou especialistas a Túnis, enquanto a Alemanha revelou que existe um acordo de princípios para que seus soldados se somem como instrutores às forças tunisianas. Tanto o uso de drones estrangeiros quanto a entrada de tropas de outros países deve ser aprovado antes pelo Parlamento tunisiano.

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