UE aceita estudar proposta da Turquia para conter migração

Bruxelas, 8 mar (EFE).- Os chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE) aceitaram nesta segunda-feira estudar o novo plano turco para conter o fluxo migratório rumo à Europa em troca de acelerar a liberação de vistos e aumentar o apoio financeiro aos refugiados acolhidos pela Turquia.

"O presidente do Conselho Europeu recebeu as propostas e trabalhará sobre os detalhes com a parte turca antes do Conselho Europeu de março", anunciou o primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, em mensagem pelo Twitter.

Os líderes comunitários, que voltarão a se reunir na quinta-feira e na sexta-feira da próxima semana, chegaram a um princípio de acordo sobre os seis pontos propostos hoje pelo primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, de modo a desenvolver os detalhes a partir de agora.

A Turquia se compromete a aceitar a devolução de "todos os imigrantes irregulares que cruzarem da Turquia às ilhas gregas sempre que a UE se encarregar dos custos" de repatriação, segundo a declaração conjunta dos líderes europeus.

"Por cada sírio das ilhas gregas readmitido pela Turquia, outro sírio será realocado da Turquia aos Estados-membros da UE, dentro dos compromissos já existentes", acrescenta.

Em troca, a UE aceita "acelerar" a liberação de vistos no fim de junho, o desembolso antes do fim de março dos 3 bilhões de euros estipulados inicialmente para os refugiados para 2016 e 2017, assim como tomar uma decisão sobre "financiamento adicional", após Ancara pedir hoje outros 3 bilhões de euros para a fase posterior, em 2018.

Além disso, os membros europeus asseguram que prepararão "o mais rápido possível" a abertura de capítulos novos no processo de adesão da Turquia à UE, sobre a base do que foi estipulado com o país em outubro do ano passado.

Por último, se comprometem a "seguir considerando" a possibilidade de estabelecer zonas humanitárias seguras na Síria.

A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou que este novo passo significará uma "mudança qualitativa" se chegar a ser aplicada.

Merkel afirmou que a troca entre sírios repatriados à Turquia por sírios que retornarem à UE para solicitar asilo de forma legal permite acabar com o vínculo entre tráfico de pessoas e chegadas à Europa, enquanto incentiva as vias legais.

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