UE e Turquia iniciam cúpula sobre retorno de imigrantes irregulares

Bruxelas, 7 mar (EFE).- Os chefes de Estado e do governo da União Europeia (UE) iniciaram nesta segunda-feira uma cúpula com o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, de quem esperam um acordo para repatriar, a princípio, os imigrantes que não provenham da Síria e que não tenham direito a asilo na Europa.

Os líderes dos vinte E oito, que posteriormente se reunirão em formato do Conselho Europeu, realizam hoje um almoço de trabalho com Davutoglu sobre a cooperação entre as duas partes para conter a chegada de imigrantes à Europa e os recursos que o bloco comunitário ofereceu para isso, até o momento 3 bilhões de euros.

Em sua chegada, o primeiro-ministro turco se mostrou convencido de que os "desafios" criados pela crise migratória serão resolvidos com "solidariedade" e "cooperação", e acredita que hoje fale-se também da futura adesão turca aos vinte E oito.

Davutoglu exporá durante o almoço "novas ideias" sobre a gestão dos refugiados e voltará a se reunir com os líderes europeus para o jantar, segundo precisaram fontes comunitárias.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, ressaltou que a situação dos refugiados "é um problema comum, não o problema de um só país" e que ao se tratar de "um problema europeu", temos que encontrar "uma solução europeia".

O chanceler federal da Áustria, Werner Faymann, advogou por empregar uma linguagem clara na declaração que for aprovada na cúpula, no que entende-se como uma mensagem aos imigrantes e aos traficantes de que a rota dos Bálcãs "está fechada e qualquer outra também".

Por sua vez, a chanceler alemã, Angela Merkel, expressou seu desejo que os líderes europeus avancem em direção a uma solução na crise de refugiados, que inclui reduzir os fluxos de imigrantes irregulares em todos os países e não só poucos mediante medidas unilaterais.

O presidente francês, François Hollande, disse que o plano que será debatido nesta segunda-feira é "fácil de enunciar, mas difícil de iniciar" e ressaltou a necessidade de uma "solidariedade" especial com a Grécia.

Enquanto isso, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, reiterou, a modo de campanha a favor do "sim" no referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE, que os britânicos, graças ao status especial do país, não terão que se unir a nenhum processo de asilo europeu.

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, garantiu que a Espanha manterá uma posição "construtiva" para fazer frente à situação "quase limite" que acredita que está sendo vivida na União pela crise dos refugiados.

Por sua vez, a alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, lembrou que é necessário que a Turquia "responda à chamada da UE" que, como país candidato, "deve respeitar os mais altos padrões de democracia, Estado de direito e liberdades fundamentais, começando pela liberdade de expressão e de associação", "princípios fundamentais da UE".

Mogherini, que hoje se reuniu com o líder do pró-curdo Partido Democrático dos Povos (HDP), Selahattin Demirtas, lembrou que é necessário que as autoridades turcas voltem ao processo de paz com "os representantes curdos que expressam sua posição de maneira pacífica".

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