Chanceler chinês afirma que seu país "não quer se transformar em um novo EUA"

Pequim, 8 mar (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, garantiu nesta terça-feira que não está nos planos de seu país se transformar no futuro na maior potência mundial no lugar dos Estados Unidos, e se disse confiante de que, após as eleições americanas, a cooperação entre as duas potências seguirá seu rumo.

"Sempre haverá gente nos EUA com suspeitas em relação à China e que teme que possamos superá-los, mas nosso país não é os Estados Unidos, nem queremos nos converter em um novo. Não queremos deslocar ninguém", afirmou Wang em sua entrevista coletiva anual, na qual faz uma revisão das relações exteriores do regime comunista diante de centenas de repórteres.

Wang admitiu a existência de atritos frequentes entre Pequim e Washington, mas ressaltou que muitos deles foram resolvidos através do diálogo e citou, nesse sentido, os acordos obtidos recentemente entre as duas potências em temas como mudança climática e cibersegurança, após anos de tensões.

"Agora há questões marítimas", admitiu Wang em alusão às tensões pelas ilhas disputadas no Mar da China Meridional (onde os EUA se alçaram como protetor de rivais regionais de Pequim nessas águas, como os governos das Filipinas e do Vietnã).

Para aqueles que mais temem a ascensão da China nos EUA, Wang sugeriu que "passem mais tempo estudando a tradição histórica da China" e "não nos julguem com uma mentalidade americana".

"Quando a China e os EUA trabalham juntos, podem beneficiar todo o mundo", reiterou Wang, que manifestou o desejo de que Pequim e Washington continuem dialogando após as eleições presidenciais americanas.

"Nossa esperança é que, após a mudança de governo nos Estados Unidos, eles trabalhem junto com a China para dar passos na direção correta", afirmou o chefe da diplomacia chinesa.

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