Defesa de Marcelo Odebrecht considera "injusta" condenação de seu cliente

São Paulo, 8 mar (EFE).- A defesa de Marcelo Odebrecht rotulou de "iníqua e injusta" a condenação em primeira instância ditada nesta terça-feira contra o empresário, que está preso desde junho do ano passado por consequência das investigações da Operação Lava Jato sobre o seu envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

"A sentença condenatória proferida contra Marcelo Odebrecht é manifestamente iníqua e injusta porque não encontra fundamento nas provas produzidas nos autos da ação penal", afirmou hoje a defesa do ex-presidente da construtora Odebrecht em comunicado.

O advogado do empresário, Nabor Bulhões, opinou que a sentença desconsidera as declarações de delatores e testemunhas que eximiram o ex-presidente da empreiteira, assim como "os documentos produzidos não vinculam Marcelo Odebrecht a qualquer ilícito investigado na Operação Lava Jato".

No comunicado, a defesa classifica a sentença de "grave erro judicial" e afirma que o ex-presidente da Odebrecht, que ainda pode recorrer da decisão, "continuará lutando por sua liberdade e por sua inocência".

Marcelo Odebrecht, que renunciou à presidência da construtora e aos conselhos de administração das companhias do grupo Odebrecht em dezembro do ano passado, foi condenado hoje pelo juiz federal Sergio Moro a uma pena de 19 anos e quatro meses por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Nessa mesma sentença, a quarta em número de pessoas julgadas dentro do processo, também foram condenados outros executivos da Odebrecht: Marcio Faria da Silva (19 anos e 4 meses), Rogério Santos de Araújo (19 anos e 4 meses), Cesar Ramos Rocha (9 anos e 10 meses) e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar (15 anos e 7 meses).

A Justiça Federal também considerou culpados de receber propina os ex-diretores da Petrobras Renato Duque (20 anos), Pedro Barusco e Paulo Roberto Costa, além do doleiro Alberto Youssef, que intermediou os pagamentos.

No caso de Barusco, Costa e Youssef, as novas penas não serão cumpridas, pois eles já têm outras condenações e a Justiça deixa de aplicá-las por causa do acordo de delação premiada, que prevê um limite de anos de reclusão, que já foi atingido pelos três.

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