Marcelo Odebrecht é condenado pela Justiça a 19 anos de prisão

São Paulo, 8 mar (EFE).- O empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora Odebrecht e que em dezembro do ano passado renunciou à direção e aos conselhos de administração das companhias do grupo, foi condenado nesta terça-feira a 19 anos e quatro meses de prisão pelo escândalo de corrupção da Petrobras.

O empresário recebeu esta sentença judicial ditada em primeira instância, pelo juiz federal Sergio Moro, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

De acordo com a sentença de Moro, entre 2006 e 2014 a Odebrecht pagou propinas a diretores da Petrobras por meio de offshores e contas no exterior, sendo US$ 9.495.645,70 e 1.925.100,00 de francos suíços a Paulo Roberto Costa (ex-diretor de abastecimento), US$ 2.709.875,87 a Renato Duque (ex-diretor de serviços) e R$ 2.181.369,34 a Pedro Barusco (gerente de serviços), além de US$ 4,2 milhões ao doleiro Alberto Youssef em uma conta em Hong Kong.

"A propina foi paga principalmente para que eles não obstaculizassem o funcionamento do cartel e os ajustes fraudulentos das licitações, comprando a sua lealdade em detrimento da Petrobrás. Uma simbiose ilíita, às empreiteiras era possíel fixar o preço que desejavam nas licitações, respeitado apenas o limite máimo admitido pela Petrobrás, sem real concorrência, enquanto os dirigentes da Petrobrás eram remunerados para "manter um bom relacionamento" com as empreiteiras", apontou o juiz.

Na mesma sentença também foram condenados outros executivos da Odebrecht: Marcio Faría da Silva (19 anos e quatro meses), Rogério Santos de Araújo (19 anos e quatro meses), César Ramos Rocha (nove anos e dez meses) e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar (15 anos e sete meses).

A Odebrecht e outras das maiores construtoras do país estão sendo investigadas por suposta supervalorização de contratos com a Petrobras e por propinas que, de acordo com o Ministério Público, eram distribuídas a empresários, dirigentes da companhia petrolífera e políticos próximos ao governo.

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