Milhares de pessoas se manifestam na Argentina por direitos das mulheres

Buenos Aires, 8 mar (EFE).- Milhares de pessoas se manifestaram nesta terça-feira em Buenos Aires para reivindicar os direitos das mulheres e condenar os feminicídios, como o caso das duas jovens argentinas assassinadas no fim do mês passado no Equador.

Na frente ao Palácio do Congresso, a concentração reuniu organizações políticas, sociais e sindicais, que todos os anos se manifestam no Dia Internacional da Mulher, e à ONG La Casa del Encuentro, dedicada a combater os feminicídios, que pediu justiça pelo duplo homicídio no Equador e outros casos de assassinatos de mulheres.

Estiveram presentes familiares de Marina Menegazzo, de 21 anos, e María José Coni, de 22, assassinada no final de fevereiro após terem ficado uma semana desaparecidas no balneário de Montañita, onde passavam férias.

"Pedimos justiça não só pela minha prima e por María José, mas por todas as mulheres. Que isto seja uma tomada de consciência em nível social. Queremos ajudar a entender que isto não é só um problema de Mendoza ou da Argentina, mas é um problema da região", disse Vanesa Lidjens, prima de Marina à imprensa argentina.

Ela lembrou que as meninas foram mortas há 12 dias e que "ainda não há um horizonte claro" no caso, pelo qual dois homens estão presos.

"Por elas! Por todas! Justiça!" foi o lema da manifestação de La Casa del Encuentro, cujas estatísticas advertem que a cada 30 horas uma mulher morre na Argentina como consequência da violência de gênero. Em paralelo, organizações políticas, sociais e sindicais que se concentraram também na Praça do Congresso e marcharam depois até a Praça de Maio, para reivindicar os direitos das mulheres.

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