Quase 4 milhões de colombianas foram vítimas do conflito armado no país

Bogotá, 8 mar (EFE).- Cerca de 3,9 milhões de colombianas foram vítimas do conflito armado no país, que já dura mais de 50 anos, além de deslocamentos, assassinatos e perseguição, e sofreram 90% dos crimes sexuais registrados desde 1985, segundo números oficiais divulgados nesta terça-feira.

Os dados foram apresentados pela Unidade de Vítimas, que lançou hoje, no Dia Internacional da Mulher, a campanha "A paz tem nome de mulher", explicou a entidade em comunicado.

Esta iniciativa, que pretende "dar visibilidade para a importância da mulher como protagonista fundamental da paz e da reconciliação", se apoia em uma cruel realidade: as colombianas são 50% das vítimas do conflito.

Segundo dados da Unidade, quase 4 milhões de mulheres foram vítimas do conflito armado, que definiu como "essencialmente patriarcal", sendo deslocamento, homicídio, ameaças, desaparecimento forçado e perda de bens as agressões mais comuns.

"No entanto, são os crimes contra a integridade sexual os que mais afetam as mulheres, comparativamente", destacou a entidade, que ressaltou que quase 90% destes crimes registrados desde 1985 foram contra elas.

Até 1º fevereiro, a Unidade compensou financeiramente 5.518 mulheres vítimas de violência sexual com quantias que, somadas, chegam a quase 105 bilhões de pesos (cerca de R$ 33 milhões), além de ter "oferecido acompanhamento psicológico e social para superar a dor" de quase 70 mil mulheres até fevereiro deste ano.

"As mulheres resistiram à guerra na Colômbia, padeceram com o desaparecimento de pais, filhos e irmãos, passaram pelo deslocamento forçado e, mesmo assim, encontraram forças para continuar exigindo seus direitos e promovendo processos de reparação e de reconciliação", afirmou a diretora da Unidade para as Vítimas, Paula Gaviria Betancur.

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