Após protestos, premiê do Iraque promete reforma política e econômica

Bagdá, 9 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Iraque, Haidar al Abadi, anunciou nesta quarta-feira que irá fazer uma renovação de seu gabinete, que incluirá mudanças em vários ministérios, e também se comprometeu a realizar as reformas políticas e econômicas exigidas nas manifestações ocorridas recentemente no país.

Em discurso transmitido pela televisão, Abadi acrescentou que o governo conversou com os diferentes grupos políticos do parlamento para realizar as alterações e acertar os nomes dos novos ministros. No entanto, não explicou quais serão as modificações nem quando elas serão feitas.

Por outro lado, o primeiro-ministro anunciou que apresentou um longo documento sobre as reformas políticas e econômicas que pretende iniciar. "Isso não é fácil, como imaginam alguns. Estamos sob uma perigosa ameaça de segurança e uma situação financeira asfixiante pela inesperada queda dos preços do petróleo", afirmou.

Além disso, Abadi disse que vai realizar mudanças nos comandos das instituições não-governamentais, com o objetivo de torná-las "efetivamente independentes" e administradas por profissionais.

"Nós estamos enfrentando um exército de corrupção e tomamos uma série de medidas para investigar e prender os grandes corruptos", indicou o primeiro-ministro no discurso.

Sobre os recentes protestos que exigiram reformas no país, Abadi reiterou sua "firme postura sobre o direito a se manifestar pacificamente segundo a lei e dentro dos locais determinados pelas forças de segurança".

Na última segunda-feira, o poderoso clérigo xiita Moqtada al Sadr ameaçou derrubar o governo se Abadi não realizar uma reforma política e caso mantenha seu gabinete, exigindo a formação de um novo ministério formado por tecnocratas.

Em um comunicado, Sadr pediu que seus seguidores continuem protestando até que sejam promovidas "reformas legais e a formação de um governo de tecnocratas".

No último dia 26 de fevereiro, o clérigo ameaçou durante um grande protesto em Bagdá retirar seu apoio a Abadi se "mudanças radicais" não forem realizadas em 45 dias.

Nesse prazo, o primeiro-ministro teria que formar um novo governo de tecnocratas independentes, com o objetivo de promover as exigidas reformas políticas, econômicas e de segurança.

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