Conflitos e El Niño obrigam 34 países a depender de ajuda alimentícia

Roma, 9 mar (EFE).- Os conflitos e as secas e inundações associadas ao fenômeno El Niño obrigaram 34 países, 27 deles africanos, a depender atualmente da ajuda alimentícia externa, informou nesta quarta-feira a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Esse número global aumentou desde dezembro, quando 33 estados estavam nessa situação, devido à incorporação da Suazilândia.

Entre os fatores que explicam este panorama está a seca vinculada ao El Niño, que reduziu "drasticamente" as perspectivas de produção de cultivos no sul da África, enquanto as expectativas diminuíram no Marrocos e Argélia pelo clima seco.

Na América Central e Caribe, a seca pode afetar a colheita da principal temporada pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com os últimos dados da FAO.

Por outro lado, os conflitos persistentes no Iraque, Síria, Iêmen, Somália e República Centro-Africana originaram fortes perdas no setor agrícola, piorando a situação humanitária nesses países.

O impacto se transferiu também a países vizinhos como Camarões e República Democrática do Congo, que acolhem um grande número de refugiados.

Ao necessitar de ajuda externa, os preços dos alimentos dispararam até níveis recorde em vários países, principalmente na África Meridional, segundo o sistema de informação global e de alerta antecipado da FAO.

O relatório também adverte sobre os efeitos adversos que poderia ter a menor produção registrada no ano passado na Coreia do Norte, onde estima-se que a maioria dos lares consomem poucos alimentos.

Quanto ao mais, as perspectivas deste ano indicam que a temporada de cultivos será em geral favorável no hemisfério norte e que haverá boa produção de trigo na maior parte de países asiáticos.

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