Líder equatoriano crê que Lula teve direitos violados em condução coercitiva

Quito, 8 mar (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta terça-feira que houve violação de direitos humanos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na operação policial em que o ex-chefe de Estado foi levado para depor dentro das investigações da Operação Lava Jato sobre a corrupção na Petrobras.

Em um diálogo com jornalistas, Correa garantiu que essa ação contra Lula faz parte do ataque dos grupos de direita do continente contra os líderes dos chamados governos progressistas da América Latina.

"O que fizeram com Lula é um atentado aos direitos humanos. Eles acreditam que Lula vai fugir se for intimado a depor, jamais! No entanto, foram inspecionar sua casa, o levaram detido à força para que prestasse depoimento", afirmou Correa.

Para o líder equatoriano, todo esse procedimento contra Lula foi "para humilhá-lo, para desprestigiá-lo" e faz parte da "perseguição do 'establishment' das estruturas arcaicas da América Latina".

Correa, que se declara como um humanista de esquerda, disse que os governos progressistas enfrentam agora "uma direita que estava atordoada, totalmente perdida pelas derrotas que tinha sofrido", mas que se articulou "internacionalmente, com o apoio descarado de meios de comunicação nacionais e internacionais".

O presidente equatoriano observou essa mesma suposta perseguição dos grupos de direita contra líderes progressistas na Bolívia, na Venezuela e na Argentina, e disse que a nova estratégia dos grupos poderosos é sustentar um discurso de "saudade do passado".

"Se vê que há uma audácia, uma nova ofensiva dessa direita, com mais presunções", que repete o mesmo discurso em todo o continente e que optou pelo caminho da "judicialização da política".

Por isso, Correa opinou que "a esquerda tem que se unir para estar articulada, com discurso, com estratégia", para conter os grupos de direita.

O presidente do Equador lembrou que manteve na semana passada uma reunião com pensadores de esquerda da América Latina, entre eles o ex-presidente uruguaio José Mujica, na qual foram analisados esses assuntos, mas não deu mais detalhes sobre o encontro.

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