Maduro decide retirar encarregado de negócios da Venezuela em Washington

Caracas, 9 mar (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quarta-feira que irá retirar o encarregado de negócios do país em Washington, Maximilien Sánchez Arveláiz, após a decisão dos Estados Unidos de estender o decreto que considera a Venezuela como uma "ameaça incomum e extraordinária" para a segurança nacional americana.

"Tomei a decisão de retirar nosso embaixador, que estava exercendo o papel de encarregado de negócios em Washington, e mandar que ele volte a Caracas", disse Maduro em discurso feito durante um ato político na capital venezuelana.

O presidente afirmou, além disso, que deu à ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, "instruções precisas para, nas próximas semanas, dar passos para defender a pátria e tomar medidas que serão anunciadas em relação ao decreto dos EUA".

Sánchez Arveláiz esperava receber o status de embaixador da Venezuela desde maio de 2014, mas Maduro decidiu manter o nível da relação bilateral em encarregado de negócios.

O presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu prorrogar recentemente o decreto executivo emitido por ele em março do ano passado, que ampliava as sanções contra funcionários do governo da Venezuela. Para renovar a medida, Obama argumentou que a Venezuela segue convivendo com a "perseguição dos opositores políticos, com a restrição da liberdade de imprensa, com o uso da violência e com as violações aos direitos humanos".

Maduro informou que o alto comando político de seu governo apresentou um "plano especial de denúncia" contra o decreto americano em nível internacional. E lembrou que no próximo sábado uma grande manifestação será organizada para dizer "não" à ordem executiva de Obama.

As relações entre Venezuela e EUA passam por um de seus piores momentos na história. Ambos os países estão sem embaixadores desde 2010, quando o governo do então presidente Hugo Chávez rejeitou a designação de Larry Palmer como chefe da missão diplomática americana em Caracas devido a declarações feitas por ele no Senado sobre a Venezuela.

Como resposta, os EUA decidiram revogar as credenciais de Bernardo Álvarez como embaixador venezuelano em Washington. Desde então, as acusações de ambos os lados foram constantes.

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