Padrasto suspeito de matar enteado em Portugal pode ser acusado no Brasil

Lisboa, 9 mar (EFE).- O brasileiro Joaquim Lara Pinto, que retornou ao Brasil após supostamente assassinar o enteado Rodrigo Lapa em Portugal, poderá responder um processo penal caso o governo português solicite.

Fontes judiciais consultadas pela Agência Efe nesta quarta-feira lembraram "em termos gerais e abstratos" qual é o quadro legal vigente em Portugal em matéria de cooperação judicial internacional, mas não mencionaram o caso de Rodrigo.

Como a extradição para Portugal é impossível, as fontes informaram que a procuradoria lusitana pode para enviar uma carta rogatória para interrogar cidadãos brasileiros.

A procuradoria portuguesa também tem a possibilidade de, uma vez recolhidas as provas para a investigação do crime, "desencadear o mecanismo de transmissão internacional de processos penais", se o governo brasileiro aceitar o pedido, segundo a legislação do país.

A morte do adolescente português Rodrigo Lapa, de 15 anos, pôs em alerta as autoridades portuguesas e brasileiras, já que o principal suspeito é o padrasto do jovem, que está em paradeiro desconhecido no Brasil.

A Polícia Judiciária (PJ) portuguesa já investiga a morte de Rodrigo, cujo corpo sem vida foi encontrado no último dia 2 nos arredores de sua residência, na cidade de Portimão, ao sul de Portugal.

Com sinais de violência, o corpo foi localizado nove dias após o jovem ser considerado oficialmente desaparecido pelas autoridades, em 22 de fevereiro.

Embora a PJ não tenha revelado detalhes da investigação, a imprensa portuguesa aponta Joaquim Lara Pinto como principal suspeito.

O brasileiro, de 42 anos e desempregado, viajou para a cidade natal, Cuiabá (MT) no mesmo dia em que foi comunicado o desaparecimento de Rodrigo.

De acordo com a imprensa local, já foram estabelecidos contatos oficiais entre Portugal e Brasil para averiguar o possível envolvimento do suspeito.

A imprensa portuguesa assinala que pode ter ocorrido uma discussão entre ambos após o jovem roubar dinheiro do brasileiro para comprar um telefone celular.

No entanto, a mãe do adolescente, Célia Barreto, afirmou hoje, em entrevista à emissora lusa "SIC", que "dias antes do desaparecimento não houve nenhuma discussão entre Joaquim e Rodrigo".

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