Parlamento de Mianmar apresenta hoje os candidatos à presidência do país

Bangcoc, 10 mar (EFE).- O parlamento de Mianmar, a antiga Birmânia, anunciará nesta quinta-feira os nomes dos três candidatos à presidência do país no início de um processo de indicação que estará controlado pela líder do movimento democrático, Aung San Suu Kyi.

Entre os candidatos não estará a vencedora do prêmio Nobel da Paz, viúva e mãe de britânicos, devido a uma norma da Constituição aprovada pela última junta militar, que veta para o cargo candidatos com familiares estrangeiros.

Suu Kyi, que durante a campanha assegurou que seria ela quem assumiria as rédeas do governo, se reuniu três vezes com os chefes das Forças Armadas birmanesas desde as eleições de novembro, para tentar mudar ou eliminar essa norma, mas sem conseguir convencer os militares.

Isso fez com que a Liga Nacional para a Democracia (NLD, sigla em inglês) buscasse a indicação de um presidente que possa atuar como representante Suu Kyi e que será eleito graças à maioria que o partido dispõe no Legislativo após sua vitória arrasadora nas eleições.

O novo chefe de Estado será escolhido entre três candidatos, dois deles propostos por cada uma das câmaras do parlamento e um terceiro pelo exército.

Os dois candidatos perdedores serão nomeados vice-presidentes do novo governo, que deverá substituir o atual Executivo liderado por Thein Sein, no próximo dia 30 de março.

Até agora, a NLD tentou manter em segredo os nomes dos candidatos e desmentiu várias especulações.

Segundo documentos vazados pela imprensa local, o candidato da NLD à presidência seria Htin Kyaw, um economista formado em Oxford de 70 anos, considerado o braço direito de Suu Kyi e com uma reputação de homem honesto.

A mesma fonte situou como segundo candidato Sai Nyunt Lwin, secretário-geral da Liga Nacional para a Democracia Shan (SNLD, sigla em inglês) e membro da minoria étnica shan.

Também se mantém em sigilo nome do terceiro candidato, que será proposto pelo exército em virtude de uma prerrogativa da Constituição, que também reserva aos militares um quarto das cadeiras do parlamento.

O favorito é o general reformado Hla Htay Win, que obteve uma cadeira na Câmara Baixa por um distrito da capital Naypyidaw.

Mianmar foi governada por generais de 1962 até 2011, quando a última junta militar se dissolveu após transferir o poder a um governo civil que começou um processo de reformas políticas, econômicas e sociais.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos