Paul McCartney diz que George Martin foi "um segundo pai" para ele

Londres, 9 mar (EFE).- O músico britânico Paul McCartney destacou nesta quarta-feira que George Martin, o que foi produtor dos Beatles e morreu aos 90 anos, era "como um segundo pai" para ele, assim como "um autêntico cavalheiro".

Em uma extensa mensagem postada em seu site, o lendário McCartney expressou "tristeza" ao informar sobre o falecimento de Martin na terça-feira aos 90 anos.

"Tenho muitas lembranças maravilhosas deste grande homem que estará sempre comigo", disse um dos fundadores do icônico quarteto de Liverpool, que lembrou como Martin "guiou a carreira dos Beatles com habilidade e bom humor" até se transformar em um "verdadeiro amigo" tanto para ele como para sua família.

"Se alguém ganhou o título de 'quinto Beatle', foi George. Desde o dia em que deu aos Beatles nosso primeiro contrato de gravação, até a última vez que o vi, ele foi a pessoa mais generosa, inteligente e musical que tive o prazer de conhecer", ressaltou McCartney.

Em seu tributo ao produtor, o cantor de Liverpool escolheu uma de suas "lembranças favoritas" de Martin, quando levou o tema "Yesterday" a uma sessão de gravação e o resto de integrantes dos Beatles -Ringo Starr, John Lennon e George Harrison- consideraram que esse tema deveria ser interpretado por McCartney sozinho, acompanhado apenas por um violão.

O cantor lembrou como então Martin, "com os gestos gentis de um grande produtor", sugeriu incluir um quarteto de corda, uma ideia que, a princípio, não agradou McCartney.

"Quando gravamos o quarteto de corda nos estúdios de Abbey Road, foi tão emocionante saber que sua ideia tinha sido tão correta que estive contando a todo o mundo durante semanas", relembrou McCartney.

O músico acrescentou que a ideia de Martin "obviamente funcionou, porque a canção se transformou em um dos temas mais gravados, com versões feitas por Frank Sinatra, Elvis Presley, Ray Charles, Marvin Gaye e outros milhares mais".

"É só uma das muitas lembranças que tenho de George, que me ajudou com 'Eleanor Rigby', 'Live and Let Die' e muitos outros temas meus", disse.

Na nota, McCartney destacou também o "sentido de humor" e a "habilidade para rir de si mesmo" e afirmou que "o mundo perdeu um autêntico grande homem", que deixou uma "marca indelével" em sua alma e "na história da música britânica".

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