EUA dizem não saber de saída de encarregado de negócios da Venezuela

Washington, 9 mar (EFE).- O Departamento de Estado dos Estados Unidos relatou nesta quarta-feira à Agência Efe que, apesar de ter ouvido as palavras do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, não recebeu uma "notificação oficial" da saída do encarregado de negócios da Venezuela em Washington, Maximilien Sánchez Arveláiz.

Um funcionário do alto escalão da diplomacia americana, que pediu o anonimato, disse à Efe que "tem conhecimento" do anúncio de Maduro em sua mensagem à nação venezuelana, mas também comentou que, "por enquanto", o Departamento não recebeu uma notificação oficial.

"Seguimos tendo relações diplomáticas com a Venezuela e seguimos desejando estar em contato com todos os setores do país, entre eles o Poder Executivo. Os EUA continuam apoiando a democracia, a estabilidade e a prosperidade na Venezuela e na região", acrescentou a fonte.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje que vai retirar o encarregado de negócios do país em Washington, Maximilien Sánchez Arveláiz, após a decisão dos EUA de estender o decreto que determina a Venezuela como uma "ameaça incomum e extraordinária" para sua "segurança nacional".

"Tomei a decisão de retirar nosso embaixador, que vinha exercendo o papel de encarregado de negócios em Washington, o graduado Maximilien Arveláiz, e trazê-lo à nossa capital, a Caracas, retirá-lo já da embaixada lá em Washington", disse Maduro, em um ato político na capital venezuelana.

Além disso, o presidente venezuelano afirmou que deu "instruções precisas" à chanceler Delcy Rodríguez para que ,"nas próximas semanas", tomasse as medidas necessárias "para defender a pátria".

O presidente dos EUA, Barack Obama, renovou recentemente o decreto emitido em março do ano passado, uma ordem executiva que ampliava as sanções a certos funcionários do Executivo venezuelano que teriam responsabilidade na situação crítica vivida no país sul-americano.

Para prorrogar a ordem, Obama argumentou que a Venezuela segue sofrendo com "a perseguição de opositores políticos, a restrição da liberdade de imprensa, o uso da violência e violações aos direitos humanos".

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