Obama nega ser responsável por ascensão de Trump e tom ofensivo de campanha

Washington, 10 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou nesta quinta-feira ser o culpado pela ascensão do pré-candidato presidencial republicano Donald Trump e pelo tom ofensivo da campanha, ao afirmar que as elites e os veículos de comunicação conservadores criaram um ambiente no qual alguém como o magnata "pode prosperar".

"Os republicanos me culparam por um montão de coisas, mas jogar-me a culpa por suas primárias e quem estão selecionando para seu partido é algo original", comentou Obama durante uma entrevista coletiva na Casa Branca em companhia do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.

"O que não vou fazer é validar a noção de que o colapso republicano que está acontecendo é consequência das minhas ações", ressaltou Obama.

A polarização política nos EUA se acentuou durante o mandato de Obama e alguns dos críticos do presidente afirmam que isso contribuiu para a ascensão de Trump, que lidera em número de delegados e vitórias o processo de primárias dos republicanos para escolher seu candidato à Casa Branca.

Obama disse que, como já reconheceu em janeiro em seu último discurso sobre o Estado da União, um de seus maiores pesares é que a polarização política "se acelerou ao invés de diminuir ao longo dos últimos sete anos e meio".

Mas "é justo dizer", segundo sua opinião, que as elites e os veículos de comunicação conservadores "alimentaram" entre suas bases a ideia de que a colaboração ou o compromisso com os democratas "é uma espécie de traição", assim como a defesa de "posições absolutistas".

"E assim o que estamos vendo dentro do Partido Republicano é que, até certo ponto, todos esses esforços com o transcurso do tempo criaram um ambiente no qual alguém como Donald Trump pode prosperar", argumentou Obama.

Em vários de seus discursos públicos dos últimos meses, Obama criticou Trump sem mencioná-lo diretamente, mas com dureza, por assuntos como suas posturas xenófobas contra mexicanos e muçulmanos.

Dentro da disputa democrata pela Casa Branca, o presidente ainda não revelou se apoia Hillary Clinton, que foi sua secretária de Estado, ou o senador Bernie Sanders.

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