Parlamento irlandês rejeita candidatura de Kenny a primeiro-ministro

Dublin, 10 mar (EFE).- A câmara baixa (Dáil) do parlamento da Irlanda rejeitou nesta quinta-feira a candidatura a primeiro-ministro do democrata-cristão Enda Kenny, líder do partido Fine Gael (FG), primeiro colocado, por uma pequena margem, das eleições gerais realizadas em fevereiro.

Na primeira sessão de posse desta nova legislatura, só 57 dos 158 deputados que compõem o Dáil votaram a favor do ainda "Taoiseach" (primeiro-ministro), por isso a câmara agora irá considerar os outros três candidatos, apesar de nenhum parecer ter chances reais de conseguir maioria no parlamento.

Kenny reuniu o apoio dos 50 parlamentares que seu partido obteve na eleição de 26 de fevereiro e dos sete do Partido Trabalhista, parceiro na coalização de governo no Executivo de Dublin nos últimos cinco anos.

Os outros candidatos são Michael Martin, líder do centrista Fianna Fáil (FF), segundo partido mais votado; Gerry Adams, presidente do esquerdista Sinn Féin, terceira força nacional, e Richard Boyd-Barrett, dirigente da Aliança Antiausteridade-Pessoas antes do Lucro (AAA-PBP), que tem seis cadeiras.

Se nenhum dos quatro candidatos for eleito hoje - o cenário mais provável - Kenny proporá ao Dáil realizar outra sessão de posse, talvez em abril, e anunciará depois sua intenção de apresentar sua renúncia ao presidente da República da Irlanda, Michael D. Higgins.

Até lá, Kenny permanecerá como chefe do governo interino, mas se durante esse período os partidos não forem capazes de chegar a um pacto de governabilidade, novas eleições gerais podem ser convocadas para dali a seis meses.

Os analistas avaliam que a melhor opção para formar um Executivo estável e evitar outra eleição seria um pacto entre FG e FF, rivais históricos que se alternam no poder desde a independência da Irlanda, há quase um século.

No entanto, Kenny e Martin ainda não falaram tête-à-tête e preferiram avaliar suas opções para serem nomeados "Taoiseach".

Também Gerry Adams aspira governar em minoria, com um bloco de esquerda integrado por formações minoritárias e candidatos independentes, cujo espetacular crescimento garantiu a esse grupo 30% das cadeiras no "Dáil".

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