Rui Falcão considera "sem fundamento" pedido de prisão preventiva de Lula

São Paulo, 10 mar (EFE).- O presidente do PT, Rui Falcão, considerou nesta quinta-feira que o pedido de prisão preventiva solicitado pelo Ministério Público de São Paulo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva carece de "fundamentos" e responde unicamente a um "fato midiático".

"O pedido de prisão preventiva vai na linha do que já vinha sendo feito por esse promotor e seus aliados, sem provas, contra o presidente Lula", disse Falcão à imprensa após uma reunião no Instituto Lula na qual participou o ex-presidente.

Falcão rotulou a solicitação do MP-SP de "pedido tresloucado", de "ignomínia" e de atentado ao "bom senso" e confiou que a Justiça "não atenderá o pedido", que se baseia em crimes de lavagem de dinheiro e falsificação de documentos em um processo por corrupção paralelo ao que é investigado pela Operação Lava Jato.

Lula foi informado sobre a solicitação do MP pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e reagiu "com total tranquilidade", segundo relatou a jornalistas o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

Por sua parte, Falcão também reconheceu que Lula "nem aceitou nem desaceitou" ocupar um ministério no governo da presidente Dilma Rousseff.

O presidente do PT também criticou um dos promotores encarregados do caso, Cássio Conserino, sobre quem disse que "não tem imparcialidade" porque "antes de escutar qualquer pessoa, disse a uma revista que denunciaria ao ex-presidente".

Falcão ressaltou ainda que a reunião "não foi de emergência", mas estava programada há dias com sindicatos e militantes do partido para discutir a reforma do regime de aposentadorias e a agenda econômica do governo.

No entanto, como admitiu o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, esta agenda "se complica com o atual cenário político", segundo Falcão.

O PT confirmou mobilizações em defesa de Lula em todo o país para os dias 18 e 31 de março e fez um apelo para que a militância não saia às ruas no próximo domingo, quando movimentos opositores têm convocada uma jornada de protesto contra o governo.

O Ministério Público de São Paulo acusa Lula de ser o verdadeiro dono de um luxuoso triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, que está em nome da construtora OAS e cuja propriedade foi negada pelo ex-presidente em reiteradas ocasiões.

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