Candidatos de Suu Kyi à presidência de Mianmar passam por primeiro teste

Bangcoc, 11 mar (EFE).- As câmaras alta e baixa do parlamento de Mianmar elegeram nesta sexta-feira como candidatos à chefia do Estado Htin Kyaw e Henry Van Thoi, as pessoas apresentadas pela nobel da Paz Aung San Suu Kyi e seu partido.

As Forças Armadas de Mianmar proporão, no início da semana que vem, o candidato que fechará a lista tríplice que concorrerá este mês à presidência.

Uma sessão plenária conjunta das câmaras decidirá, possivelmente no final da próxima semana, quem será o próximo chefe do Estado para um mandato de cinco anos.

As designações de Htin Kyaw pela câmara dos deputados e de Henry Van Thoi pelo senado cumpriram as previsões, já que a Liga Nacional pela Democracia (NLD) conquistou a maioria nas duas casas nas eleições de 8 de novembro de 2015.

Os deputados das Forças Armadas, que têm reservado um quarto das cadeiras do Legislativo, cumprindo a Constituição de 2008, não participaram destas votações porque o corpo militar apresenta seu próprio candidato.

Diante da maioria que Suu Kyi tem no parlamento, 78,9% na câmara baixa e 80,4% na alta, espera-se que o próximo chefe de Estado seja Htin Kyaw, um homem fiel à vencedora do prêmio Nobel.

Os candidatos dois perdedores se transformarão em vice-presidentes do país.

Suu Kyi, de 70 anos, 15 deles vividos em prisão domiciliar durante a ditadura militar, não pôde se apresentar ao cargo por uma limitação aprovada na Constituição de 2008.

A última junta militar incluiu uma cláusula na Carta Magna - redigida e aprovada sob supervisão militar - para impedir que Suu Kyi ocupasse a chefia do Estado algum dia, e concedeu às Forças Armadas o número suficiente de deputados para se transformar no árbitro de possíveis emendas constitucionais.

A polêmica cláusula proíbe que assuma a presidência do país qualquer birmanês casado com um estrangeiro ou com filhos com passaporte de outra nacionalidade.

Suu Kyi ficou viúva em 1999 do professor britânico Michael Aris, e seus filhos, Alexander (1973) e Kim (1977), têm passaportes britânicos.

Mianmar foi governada por regimes militares desde 1962 até 2011.

Se for eleito, Htin Kyaw será o primeiro civil a ocupar a chefia do Estado em 54 anos, e sucederá o presidente Thein Sein, general que foi primeiro-ministro da última junta militar.

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