Menina iraquiana de três anos morre em ataque jihadista com armas químicas

Em Bagdá

Uma menina de três anos morreu nesta sexta-feira (11) em um hospital da cidade de Kirkuk, no Iraque, em consequência de um ataque com armas químicas lançado na quinta-feira pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informou uma fonte médica do Hospital Geral da cidade à Agência Efe.

A menina foi internada ontem com sintomas de asfixia e sofreu uma falha renal.

A notícia da morte da criança foi dada horas depois de o primeiro-ministro iraquiano, Haidar al Abadi, prometer responder com "dureza" ao ataque químico lançado pelo EI.

"Enfrentaremos esta agressão com uma resposta dura e nossos heróicos combatentes vingarão os mártires e os feridos", ressaltou Abadi em comunicado.

Segundo o membro da associação Instituto Nacional de Direitos Humanos Samir Noredin, o ataque aconteceu na quinta-feira na comarca de Taza, cerca de 20 quilômetros ao sudoeste de Kirkuk, e deixou ao menos 450 feridos entre os civis.

Noredin indicou que foi utilizado gás cloro no ataque, feito com projéteis de fabricação caseira, mas detalhou que isso ainda precisará ser oficialmente confirmado por especialistas.

Além disso, explicou que os mísseis com a carga tóxica foram lançados desde a cidade de Bashir, controlada pelo EI, contra bairros residenciais em Taza, de maioria turcomana de confissão xiita, considerada infiel pelos jihadistas.

Abadi qualificou o ataque de "um grande crime e uma agressão contra a humanidade" e confirmou que há mulheres e crianças entre as vítimas.

Não é a primeira vez que o EI teria utilizado armas químicas no Iraque, já que em agosto o Ministério de Defesa da Alemanha acusou o grupo terrorista de usar cloro para atacar tropas da região autônoma do Curdistão iraquiano, no norte do país.

Ontem os Estados Unidos afirmaram que as Forças Armadas "interromperam e degradaram" uma grande parte das instalações onde o EI estaria produzindo armas químicas, graças à informação obtida de um membro do grupo jihadista detido no Iraque.

De acordo com o porta-voz do Departamento de Defesa americano, Peter Cook, o EI utilizou e elabora principalmente gás de mostarda, mas também estaria fabricando gás cloro, o que deixou o Pentágono "muito preocupado".

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