Obama pede que se evite posturas "absolutistas" no debate entre FBI e Apple

Austin (EUA), 11 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira para que não se adote posições "absolutistas" no debate sobre a encriptação dos dispositivos móveis, no contexto da disputa entre a Apple e o FBI (polícia federal americana), e pediu que a indústria tecnológica desenvolva ideias para aumentar a participação política.

Obama foi o encarregado de inaugurar o festival de cinema, música e tecnologia South by Southwest (SXSW), uma das vitrines mais importantes da indústria cultural do país, em Austin (Texas).

Em uma sala cheia de fanáticos por tecnologia, Obama não pôde se esquivar da controvérsia gerada pela ordem de um juiz federal que exigiu que a Apple cumpra a ordem do FBI para que ajude a desbloquear o iPhone de um dos autores do tiroteio de dezembro do ano passado na cidade californiana de San Bernardino.

O presidente americano disse que não podia avaliar o caso a fundo, no qual o FBI quer que a Apple desenvolva um software que lhe permita acessar os dados arquivados no telefone, enquanto a empresa alega que isso debilitaria a segurança de todos os celulares que fabrica.

"Há razões muito reais pelas quais queremos assegurar-nos que o governo não pode entrar no telefone de todo o mundo livremente e sem supervisão", declarou Obama.

No entanto, argumentou que, assim como as pessoas aceitam que haja controles e registros nos aeroportos, têm que entender que deve haver um "equilíbrio" entre privacidade e segurança no mundo digital.

"Vamos ter de tomar algumas decisões sobre como equilibrar estes direitos (...). Não podemos adotar posições absolutistas neste tema", ponderou.

Em seguida, Obama pediu a cooperação da indústria tecnológica para vários objetivos, como resistir à propaganda de grupos extremistas como o Estado Islâmico (EI) e aumentar a participação nas eleições do país.

"A razão pela que estou aqui é para recrutar todos vocês", comentou o presidente.

"É importante que um grupo como este, agora que nos aproximamos de uma eleição presidencial, pense em como redesenhar nossos sistemas para não termos uma participação tão baixa" acrescentou.

Se o discurso do presidente inaugurou o festival, sua esposa, Michelle Obama, se encarregará de encerrá-lo no próximo dia 16, quando falará de sua iniciativa para melhorar a educação das meninas em nível global.

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