Trump protagoniza embate com os outros pré-candidatos sobre Islã e Israel

Miami, 10 mar (EFE).- O magnata do setor imobiliário Donald Trump protagonizou um confronto de ideias nesta quinta-feira com os outros pré-candidatos do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos sobre a animosidade que seu país desperta entre os muçulmanos e sobre qual estratégia deve ser seguida no Oriente Médio e com Israel.

"Eu não quero ser politicamente correto. Temos um problema sério de ódio (em relação ao Islã). É melhor que solucionemos o problema antes que seja tarde demais", alertou Trump no 12º debate entre os pré-candidatos republicanos realizado hoje em Miami, na Flórida.

"Em grandes mesquitas do Oriente Médio há gente gritando 'Morte aos EUA!'. Temos que expandir nossas leis (para combater o jihadismo) ou seremos um bando de ingênuos, e eles estão rindo de nós", acrescentou o magnata nova-iorquino.

O primeiro a lhe responder foi o senador Marco Rubio, que assegurou que "os presidentes não podem dizer tudo o que querem", e contou o caso de um casal de missionários americanos em Bangladesh que, segundo ele, comentaram que estão tendo problemas nesse país pelos comentários de Trump sobre o Islã.

"Temos que trabalhar com os muçulmanos que não são radicais. Quando eu for presidente, as melhores agências de inteligência do mundo e o melhor exército vão encontrar os terroristas e destroçá-los. Vamos mandá-los a Guantánamo", frisou Rubio.

Quem também respondeu Trump de maneira parecida foi o senador pelo Texas Ted Cruz, para quem a resposta ao jihadismo "não é simplesmente gritar 'o Islã é mau'". Além disso, o senador texano revelou sua "preocupação" com a "linguagem incendiária" de Donald Trump.

O quarto candidato em disputa, o governador de Ohio, John Kasich, também disse que não acredita "que o Islã odeie" os americanos, mas que existe "uma seita" dirigida contra os EUA.

Trump também foi o alvo de seus adversários ao defender sua postura de que é necessário manter certa "neutralidade" no conflito entre Israel e Palestina e que, se for eleito presidente, uma de suas prioridades será "a proteção de Israel e tentar conseguir um acordo, já que é preciso tentar".

"Donald disse que quer ser neutro no conflito entre israelenses e palestinos, eu não quero um comandante-em-chefe que seja neutro. Esse é o tipo de relativismo moral de Barack Obama", reprovou Cruz.

Rubio, por sua vez, negou que seja "possível qualquer pacto" com os palestinos porque "não há ninguém com quem negociar" e Kasich garantiu que não há "nenhuma solução de paz no longo prazo" e que "é preciso apoiar os israelenses".

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