Várias manifestações ocorrem em zonas sob controle opositor na Síria

Beirute, 11 mar (EFE).- Várias manifestações que pediam "a queda do regime" de Bashar al Assad ocorreram nesta sexta-feira em zonas sob controle opositor em distintas províncias da Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG precisou que houve protestos em Al Harak, na província de Deraa (sul); em Al Waer, Al Rasta, Telbise e Al Houla, em Homs (centro); Ariha, Harem, Saraqueb, Al Habit, Yaryanaz, Salqin e Kafr Drian, em Idlib (norte); em Azaz, Atareb e o bairro de Al Sukari, em Aleppo (norte), e em Kafr Zita, em Hama (centro).

Além disso, manifestantes saíram à rua em Saqba, nos arredores de Damasco, onde à parte de exigir a queda do regime, defenderam a unidade do território sírio, pediram à união de todas as facções rebeldes e a libertação dos prisioneiros.

O Observatório destacou que nas manifestações em Harem e Salqin os participantes levaram bandeiras da revolução síria e emblemas da Frente al Nusra, filial da Al Qaeda no país.

Essas duas populações ficam em Idlib, que está sob controle quase total do braço da Al Qaeda e seus aliados.

Outra manifestação foi realizada em Maarat al Nuaman, na mesma província, onde os presentes apresentaram reivindicações similares ao resto dos protestos, mas também solicitaram a liberdade dos jornalistas capturados pelo Exército do Fatah ("conquista"), um agrupamento armado no qual é integrado a Frente al Nusra.

Nessa manifestação houve membros da filial da Al Qaeda que foram mascarados e que trataram de arrebatar o alto-falante de um dos participantes da concentração, enquanto o resto de manifestantes gritavam "Um, um, um, o povo sírio é um", antes que o protesto se dissolvesse.

As manifestações das sextas-feiras contra o regime de Damasco foram frequentes durante o primeiro ano de conflito na Síria, que o próximo dia 15 cumprirá seu quinto aniversário.

No entanto, foram desaparecendo devido à violência na qual o país se encontra.

Na sexta-feira passada foram realizados protestos similares coincidindo com um cessar-fogo, iniciado em 27 de fevereiro, que continua em vigor e que conseguiu reduzir os níveis de violência. EFE

ssa/ff

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