Bernie Sanders chama Donald Trump de "mentiroso patológico"

(Atualiza com declarações de Hillary Clinton).

Washington, 13 mar (EFE).- O pré-candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Bernie Sanders, tachou neste domingo o magnata Donald Trump, favorito para conseguir a indicação do Partido Republicano, de "mentiroso patológico".

"Odeio dizer isto, porque não gosto de menosprezar um funcionário público, mas Donald Trump é um mentiroso patológico", afirmou o senador por Vermont.

Sanders, que concorre com Hillary Clinton pela indicação presidencial democrata, pronunciou essas palavras em um fórum de perguntas de cidadãos organizado pela emissora "CNN" em Ohio, um dos estados que na próxima terça-feira terá eleições primárias para escolher o candidato à Casa Branca.

O veterano senador, que se considera um socialista democrático, respondeu assim às acusações de Trump de que seus eleitores fizeram parte da manifestação que na sexta-feira passada obrigou o empresário a cancelar um comício eleitoral em Chicago.

Cinco pessoas foram detidas e dois policiais ficaram feridos em Chicago devido aos distúrbios entre admiradores do multimilionário e manifestantes contrários ao magnata imobiliário.

Sanders afirmou hoje que Trump "está literalmente incitando à violência com estes admiradores", em alusão a comentários do pré-candidato republicano nos quais sugeria que está disposto a pagar os custos legais de apoiadores seus que agridam os manifestantes que tentem interromper seus atos eleitorais.

"Ele está dizendo 'se você sair e agredir alguém, isso está certo, eu banco as despesas judiciais'. Isso é uma selvageria e espero que o senhor Trump baixe o tom", comentou o senador.

Em sua opinião, o magnata "deveria dizer a seus eleitores que a violência não é aceitável no processo político americano".

O magnata imobiliário, que lidera a campanha republicana com um discurso populista, xenófobo e nacionalista, defendeu com contundência seus admiradores, sem condenar seus atos violentos, o que lhe custou duras críticas de seus rivais na corrida presidencial, tanto democratas como conservadores.

"Minha gente é fantástica. As pessoas que estavam ali não causaram nenhum problema", afirmou Trump ontem em referência ao comício cancelado em Chicago, ao descrever a manifestação como um "ataque planejado".

O multimilionário voltou hoje a culpar Sanders de enviar manifestantes ao ato eleitoral da sexta-feira e inclusive proferiu uma ameaça no Twitter: "Tenha cuidado Bernie, ou meus eleitores irão aos teus (comícios)", escreveu.

Trump também disse que entre os manifestantes havia eleitores de Hillary Clinton, que hoje acusou o empresário no mesmo fórum da "CNN" de dirigir "uma campanha muito cínica, enfrentando uns grupos contra outros".

"Ele está traficando com ódio e medo, está jogando com nossos piores instintos", declarou a ex-secretária de Estado, ao enfatizar que Trump "é responsável pelo que ocorre em seus atos", pois "não só incita à violência, mas a aplaude".

Os distúrbios de Chicago engrossam uma longa lista de agressões ocorridas em comícios e atos de campanha realizados por Donald Trump.

Nesta sexta-feira, uma repórter do portal de notícias "Breitbart" denunciou por agressão Corey Lewandowski, responsável pela campanha de Trump, que supostamente lhe agarrou pelo punho com força e a afastou quando ela pretendia fazer uma pergunta ao empresário.

Além disso, na quarta-feira passada, na Carolina do Norte, um eleitor de Trump socou o rosto de um manifestante negro depois que este interrompeu um comício aos gritos.

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