Japão, EUA e França trabalharão juntos para desmantelar Fukushima

Tóquio, 13 mar (EFE).- O governo do Japão trabalhará com os de Estados Unidos e França para desenvolver as tecnologias necessárias para retirar o combustível fundido da acidentada usina nuclear de Fukushima, informou neste domingo o jornal "Nikkei".

Na última sexta-feira se completaram cinco anos desde o terremoto de 9 graus de magnitude na escala aberta de Richter e o tsunami que provocaram a pior crise nuclear desde a de Chernobyl em 1986, e o trabalho para desmantelar a central não passou de 10%.

O Executivo japonês espera completar o desmantelamento da usina, propriedade da companhia elétrica Tokyo Electric Power (TEPCO), com a ajuda de analistas e tecnologias dos EUA e da França, consideradas potências nucleares de primeira ordem.

O Departamento de Energia americano e a Agência Nacional de Pesquisa francesa colaborarão com o Ministério de Ciência e Tecnologia japonês para realizar os trabalhos pendentes.

Washington ajudará Tóquio a criar equipamento e tecnologia para coletar e desfazer-se dos resíduos radioativos derivados dos trabalhos de desmantelamento, enquanto Paris cooperará com o país asiático para desenvolver tecnologias por controle remoto que possam proteger áreas com altos níveis de radiação.

O Japão já enviou vários robôs ao interior de dois dos três reatores danificados durante o acidente, onde os níveis de radiação atuais impedem a entrada de um humano.

Os dispositivos introduzidos no reator 1, o que está em pior estado, foram abandonados após serem danificados pela radioatividade.

Nos últimos cinco anos, o governo japonês e a TEPCO lidaram com as toneladas de água contaminada empregada para esfriar os reatores quando o terremoto e o tsunami os deixaram sem os geradores primários e de emergência, mas agora têm que seguir avançando nos trabalhos, inclusive a retirada de combustível.

A retirada das barras de combustível fundido é o processo mais complexo dentro dos trabalhos de desmantelamento da central, que levarão de três a quatro décadas.

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