Manifestações contra governo Dilma reúnem multidões no DF e em 16 estados

Brasília/Rio/São Paulo, 13 mar (EFE).- Com grande adesão em 16 estados e no Distrito Federal, manifestações em prol do impeachment da presidente Dilma Rousseff e em apoio a operações contra a corrupção, como a Lava Jato, levaram neste domingo até 1 milhão de pessoas à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (segundo organizadores), 100 mil à Esplana dos Ministérios, em Brasília (de acordo com a Polícia Militar) e lotam a avenida Paulista, em São Paulo.

Os protestos foram convocados por grupos da sociedade civil, alguns deles ligados a partidos de oposição, que também declararam seu respaldo às mobilizações. Até as 14h45, já havia manifestações no DF e nos estados de Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Tocantins.

As primeiras mobilizações foram registradas em algumas cidades das regiões Norte e Nordeste. Em Belém, um grupo desfilou levou a ruas da capital paraense um "carro alegórico-prisão" com bonecos que representavam Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o PSDB, a jornada de hoje será o "maior ato contra o governo dos últimos tempos" e podem ser "definitivas" para impulsionar o julgamento político que a oposição promove contra Dilma no Congresso.

Desde o começo da manhã, milhares de pessoas começaram a se reunir no Rio de Janeiro e em Brasília. O maior dos protestos estava previsto para a tarde na região da avenida Paulista, em São Paulo.

Dilma enfrenta uma severa crise política e econômica em um cenário de crescente inflação e desemprego que aguçaram o mal-estar social e derrubou sua popularidade, que recentes pesquisas situaram em torno de 10%.

O descontentamento repercutiu no terreno político, ao ponto que ontem o principal partido aliado do PT no governo, o PMDB, liderado pelo vice-presidente Michel Temer, deu um primeiro passo rumo a uma possível ruptura com Dilma.

A legenda decidiu em convenção nacional que seus filiados não poderão ocupar novos cargos no governo por um prazo de 30 dias, no qual decidirá se passará ou não à oposição.

Dilma, que deve passar o dia em Brasília, reiterou ontem que o governo garante o direito às manifestações, desde que sejam pacíficas.

"Faço um apelo para que não haja violência. Acho que todas as pessoas tem direito de ir à rua. Agora, a violência ninguém tem direito de fazer. Ninguém, lado nenhum", declarou.

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