Manifestantes vão às ruas do país para pedir impeachment de Dilma

Brasília, 13 mar (EFE).- Diversas manifestações lotaram as ruas de todo o país neste domingo para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff e apoiar operações contra a corrupção, como a Lava Jato.

O dia de protestos convocados por grupos sociais associados à oposição teve como objetivo pressionar o governo ao refletir a grande queda da popularidade de Dilma, que recentes pesquisas calcularam em torno de 10%.

A maior concentração foi realizada em São Paulo, onde as pessoas lotaram a Avenida Paulista aos gritos de "Fora Dilma". Segundo os organizadores, o protesto contou com 2,5 milhões de participantes, enquanto outro milhão tomou as ruas do Rio de Janeiro, onde as autoridades decidiram não divulgar números.

Em Brasília, cerca de 100 mil pessoas se reuniram em frente ao Congresso Nacional para apoiar o processo de impeachment da presidente.

O processo de impeachment contra a governante começou no ano passado e se encontra suspenso por "erros de procedimento" identificados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas deverá ser retomado pelo nos próximos dias.

A oposição política apoiou os protestos deste domingo, principalmente representada pelo PSDB, que participou das mobilizações. O senador Aécio Neves afirmou que hoje a sociedade demonstrou que "se cansou e disse basta" à presidente.

"Estamos juntos com todos os brasileiros, que querem e merecem algo melhor, para construir um novo caminho para o país", declarou Aécio.

Após participar de um ato em Belo Horizonte, o senador tucano foi a São Paulo, onde se juntou à manifestação organizada na Avenida Paulista na companhia do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que disse que o Brasil deve "virar a página" do governo de Dilma Rousseff.

Os protestos também foram dirigidos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que os manifestantes voltaram a representar com bonecos inflados com o traje de presidiário.

Lula foi acusado formalmente de crimes de corrupção e já foi levado pela Polícia Federal a uma delegacia para depor sobre as investigações da operação Lava Jato. Nesta semana, o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente, medida sobre a qual a justiça ainda não se pronunciou.

Os protestos também expressaram um claro apoio à luta contra a corrupção e muitos dos participantes louvaram o juiz Sergio Moro, responsável por comandar os julgamentos da Lava Jato.

Dilma passou o dia em sua residência oficial junto a seus ministros mais próximos e fontes oficiais não souberam dizer se haveria um pronunciamento do governo.

A única resposta prevista até agora são atos de apoio a Dilma Rousseff que o PT convocou para a próxima sexta-feira em todo o país, em rejeição ao que consideram "manobras golpistas" contra a governante.

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