Segundo maior grupo insurgente do Afeganistão aceita dialogar com o governo

Cabul, 13 mar (EFE).- O Hezb-e-Islami (Partido Islâmico do Afeganistão), o segundo maior grupo insurgente do país asiático depois dos talibãs, anunciou oficialmente neste domingo a aceitação do diálogo de paz convocado pelo governo de Ashraf Ghani com o apoio de China, Estados Unidos e Paquistão.

"Estamos prontos para fazer parte dessas conversas e provar a nossa nação que o Hezb-e-Islami quer a paz, mas os americanos e os círculos ligados a eles querem continuar a guerra", indicou o grupo em comunicado divulgado hoje em seu site "Shahadat".

O grupo insurgente, que participou da guerra durante os últimos 14 anos após a invasão dos Estados Unidos que derrubou o regime talibã, afirmou que Washington se opõe ao processo de paz da mesma forma que a maioria dos funcionários do governo afegão.

Para estes, disse o grupo, o processo de paz é uma ameaça a "seu poder e aos privilégios que obtiveram dos invasores".

No último dia 15 de fevereiro, o presidente Gani convocou todos os talibãs e o Hezb-e-Islami, liderado por Gulbadin Hekmatyar, a incorporar-se ao processo de paz argumentando que a Constituição do país não proíbe ninguém de participar da política.

Gani prometeu dar as boas-vindas a todos os grupos armados que se somem às conversas e abandonem a violência.

O Afeganistão, junto a Paquistão, China e Estados Unidos - com os quais forma a iniciativa do Quarteto para a Paz ou G4 -, lançou no final do ano passado uma iniciativa para abrir um processo de diálogo conducente à paz com todos os insurgentes do país.

Na última reunião do quarteto, no final de fevereiro, foi determinada a convocação do início desse diálogo de paz para a primeira semana de março, propósito que finalmente não saiu do papel.

No dia 5 de março, os talibãs, liderados pelo mulá Mansur, rejeitaram participar dessas conversas até que não sejam cumpridas condições como a retirada das tropas estrangeiras do país.

Essa declaração, no entanto, faz parte da ambígua postura com relação a este diálogo dos talibãs, que por outra parte afirmaram em 25 de fevereiro que conversar com os Estados Unidos é "necessário" para acabar com o conflito no país.

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