Delegação governo sírio faz propostas a mediador em início de rodada de paz

Genebra, 14 mar (EFE).- A delegação do governo sírio entregou ao mediador da ONU para as conversas de paz, Staffan de Mistura, uma lista com temas que propõe discutir e pediu que esclareça uma série de dúvidas sobre a composição da delegação da oposição.

O chefe da delegação enviada pelo regime sírio, Bashar Jafaari, disse à imprensa que seu governo quer saber que entidades Mistura convidou para estas consultas diplomáticas.

Além disso, solicitou a lista exata dos integrantes da delegação opositora e pediu que confirme que todos os grupos opositores presentes serão tratados em igualdade de condições.

Os enviados de Damasco tiveram hoje uma primeira reunião, de pouco mais de uma hora, com Mistura. Aos jornalistas após esse encontro, Mistura afirmou que podia dizer que "todos estamos no mesmo caminho".

Nesta primeira reunião, "esclarecemos questões de procedimento" e foi acordado que a próxima reunião entre o mediador e os enviados do regime de Damasco será em dois dias, na quarta-feira, 16.

Os delegados governamentais terão tempo para fazer consultas com seus superiores em Damasco.

De Mistura prevê se reunir amanhã com a delegação da Comissão Suprema para as Negociações (CSN), a aliança formada por grupos rebeldes armados e a oposição política síria para este processo diplomático.

Nessa reunião serão abordadas questões de procedimento, de modo que todos estejam de acordo sobre a maneira como se trabalhará até dia 24, quando a primeira rodada de consultas terminará com um recesso de sete a dez dias.

De Mistura antecipou que quando voltar a se encontrar com os enviados do presidente sírio, Bashar al Assad, será para "focar na agenda estabelecida na resolução 2254 (do Conselho de Segurança da ONU)" e que se refere - entre outros pontos - a uma transição política dirigida pelos próprios sírios.

Se estas negociações fracassarem, Mistura disse que "a única alternativa é voltar para onde estávamos, que é um conflito que infelizmente está em seu quinto ano".

De Mistura assegurou que estabelecer uma agenda comum "não é uma minúcia, é algo muito importante e fundamental. Se vermos que a resolução 2254 se trata de governabilidade, de uma nova constituição e eleições".

"Portanto temos a intenção de nos concentrarmos no centro dessas questões", acrescentou.

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