Excluir Assad do processo de regulação vai contra postura da ONU, diz Lavrov

Moscou, 14 mar (EFE).- Excluir o presidente sírio, Bashar al Assad, do processo para regular o conflito na Síria, como exige a oposição, vai contra a postura do Conselho de Segurança da ONU, afirmou nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

"Só o povo sírio pode decidir o futuro da Síria. Está claro que as afirmações sobre a expulsão de alguém do processo político contradizem a postura a respeito do Conselho de Segurança da ONU", disse Lavrov em entrevista coletiva conjunta com seu colega tunisiano, Jemaies Jhinaoui.

Salem Al Meslet, porta-voz do Comitê Supremo para as Negociações (CSN) -o órgão que representa a oposição síria nas negociações que devem recomeçar hoje em Genebra- reiterou que Assad não pode ter "algum papel na fase de transição e nem em qualquer outra fase".

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores sírio, Walid Muallem , afirmou que a continuidade no poder de Assad é a "linha vermelha" nas conversas e garantiu que Damasco "não negociará com ninguém que quiser tratar o assuntos do presidente".

Apesar das negociações previsivelmente serem retomadas hoje na Suíça, o mediador da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, já se mostrou cético perante essa possibilidade.

Enquanto isso, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, apontou que as condições para que as conversas tenham êxito devem ser uma ampla representação de todas as forças políticas sírias, "incluídos os curdos", e que "ninguém dê ultimato sem fundamento".

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