Premiê turco cancela visita à Jordânia após atentado em Ancara

Ancara, 14 mar (EFE).- O primeiro-ministro da Turquia, o islamita Ahmet Davutoglu, suspendeu uma viagem oficial à Jordânia prevista para esta segunda-feira devido ao atentado com carro-bomba ocorrido ontem à noite em Ancara, cujo último balanço é de 37 mortos e mais de 120 feridos.

Em comunicado, no qual anuncia a suspensão de sua viagem, o chefe de governo destacou que este "odioso ataque atingiu toda a Turquia, sua paz, unidade e democracia".

"Com base nos primeiros dados que dispomos, os achados do local do ataque e a análise de inteligência, temos informação concreta sobre a organização terrorista que cometeu este malicioso ataque", afirmou o primeiro-ministro.

O ministro de Saúde turco, Mehmet Muezzinoglu, atualizou hoje para a imprensa o número de vítimas, que subiu de 34 ontem à noite a 37 esta manhã, entre eles pelo menos um terrorista suicida.

No dia seguinte ao ataque, a praça Kizilay e o adjacente bulevar Atatürk seguem fechados ao tráfego para facilitar os trabalhos de investigação.

Segundo os investigadores, o ataque foi realizado com um carro branco da marca BMW que explodiu ao passar por um ponto de ônibus.

O veículo tinha sido roubado no sul do país e levado nos últimos dias à capital, indicaram fontes de segurança citadas pela imprensa local.

Entre os mortos do ataque há um policial, enquanto entre os feridos há sete agentes das forças de segurança.

O atentado aconteceu a poucas centenas de metros do escritório do primeiro-ministro, muito perto de vários ministérios e do próprio parlamento da Turquia.

Fontes da investigação apontam que o sistema de detonação no carro é similar ao usado no atentado com bomba contra um comboio militar em Ancara no último dia 17 de fevereiro, quando morreram 29 pessoas e um suicida.

Os chamados Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), surgidos de uma cisão do ilegal Partido dos Trabalhadores de Curdistão (PKK), reivindicou o atentado de três semanas atrás.

O mais recente atentado em Ancara coincidiu com o início de duas operações militares nas cidades curdas de Nusaybin e Yüksekova, no sudeste do país.

Cerca de 20.000 soldados e policiais estão participando destas operações apoiadas por tanques do exército, com o objetivo de destruir as estruturas urbanas do PKK nessa região.

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