Obama critica incitação à violência durante campanha eleitoral nos EUA

Washington, 15 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez duras críticas aos casos de incitação à violência ocorridos durante a campanha eleitoral no país, em uma mensagem implícita ao republicano Donald Trump, e afirmou que o tom "vulgar e divisionista" adotado por alguns candidatos está manchando a imagem americana no exterior.

"Rejeito qualquer tentativa de estender o medo, incitar à violência, silenciar as pessoas que tentam falar ou fazer com que os americanos se voltem contra os outros", disse Obama durante um almoço em Washington para celebrar a herança irlandesa nos EUA e o dia de São Patrício, que será comemorado nesta quinta-feira.

Obama não citou o nome de Trump, mas as declarações do presidente ocorrem após vários episódios de violência em comícios do magnata, favorito para ser o indicado republicano à presidência. Na última sexta-feira, inclusive, o pré-candidato foi obrigado a cancelar em evento em Chicago devido a confrontos entre os presentes.

"Se seguirmos permitindo a continuidade da retórica política que vimos recentemente, se seguirmos aceitando-a de forma tácita, criaremos uma estrutura permissiva para que a hostilidade que há em nossa política infecte nossa sociedade. E a hostilidade gera mais hostilidade", alertou o presidente americano.

Obama lamentou que muitos líderes políticos tenham permanecido calados diante da retórica "vulgar e divisionista" promovida pela campanha republicana. E destacou que os insultos às minorias e aos imigrantes podem "manchar" a imagem dos EUA no exterior.

Ontem, Trump disse que não há violência em seus comícios e que não aprova atos nesse sentido. Seus rivais, no entanto, seguem o acusando de tolerar e fomentar uma atmosfera de ódio e fúria.

"Como cidadão e como alguém que ainda tem um tempo neste escritório (presidência), não apoiarei ninguém que pratique esse tipo de política", garantiu Obama.

Sentado perto do presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, Obama afirmou que não concorda com o congressista em muitos temas, mas que não tem nada de ruim para dizer sobre o lado pessoal do opositor, porque sabe que ele quer "o melhor para os Estados Unidos".

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