Operação antiterrorista e morte de suspeito voltam a levar tensão à Bélgica

Bruxelas, 15 mar (EFE).- A nova operação antiterrorista realizada em Bruxelas nesta terça-feira, manteve a Bélgica em alerta, com a lembrança dos traumáticos acontecimentos relacionados aos atentados de 13 de novembro, em Paris.

Nas ações de hoje, um suspeito acabou sendo morto e quatro policiais ficaram feridos em troca de tiros. De acordo com a imprensa, não teria sido possível identificar se outros supostos terroristas conseguiram fugir.

O primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, concedeu junto com o ministro do Interior, Jan Jambon, e o ministro da Justiça, Koen Geens, deram declaração pública sobre as ações, mas não responderam perguntas e não deram qualquer detalhe sobre a operação.

Michel informou que os trabalhos de investigação seguem aocntecendo, e que a polícia atua na cidade de Forest, no distrito de Bruxelas.

O primeiro-ministro aproveitou para agradecer o "sangue frio" com que a população local encarou a ação das forças de segurança, a partir de alertas emitidos pelas autoridades.

Jambon, por sua vez, revelou que dois dos agentes feridos já receberam alta, enquanto os outros dois seguem internados, mas apenas em observação, para avaliação de ferimentos considerados leves pelos médicos.

A ação começou no início da tarde de hoje com duas trocas de tiros em Forest. Depois, novos disparos foram registrados em uma área isolada já pelos agentes na região, quando os quatro policiais ficaram feridos, de acordo com a Procuradoria Federal da Bélgica.

"Os agentes chegaram à porta de um apartamento e foram feitos vários disparados do interior do edifício em direção a eles.", disse o porta-voz da Procuradoria Federal da Bélgica, Eric van der Sypt.

De acordo com a imprensa do país, os atiradores estavam munidos de, pelo menos, um fuzil kalashnikov.

O homem que acabou morto, se escondeu em um apartamento, o que obrigou que a região fosse isolada, e fosse enviado forte reforço, inclusive de um helicóptero.

A polícia invadiu o imóvel e o suspeito de terrorismo acabou morto por volta de 14h15 (horário de Brasília), segundo fontes da corporação.

O porta-voz da Promotoria disse que o corpo não era de Salah Abdeslam, belga de origem marroquina, que é acusado de organizar os atentados de Paris. A identificado do homem que trocou tiros com a agentes de segurança, no entanto, é desconhecida.

Os moradores de Forest viveram angústia de cinco horas, que foi o tempo que durou a operação. Os mais próximos acabaram sendo os familiares de crianças duas escolas que estavam localizadas dentro do perímetro policial.

As instituições de ensino foram fechadas e ficaram sob segurança de policiais, até o momento em que puderam ser retirados e liberados para irem para casa.

O prefeito de Forest, Marc-Jean Ghyssels, disse que, na cidade, foram registradas entre cinco e dez supostas viagens de pessoas com direção à Síria, com intuito de se tornarem combatentes de grupos jihadistas, como o Estado Islâmico (EI).

Na próxima quarta-feira, deverá acontecer uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, que engloba o Executivo e as autoridades de segurança do país.

Após os atentados de novembro passado, em Paris, Bélgica e França entraram em acordo e uniram forças para impulsionar a luta contra o terrorismo. Os dois governos estão investigando juntos o caso, com cooperação dos setores policiais, de inteligência e justiça.

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