Bernie Sanders pede fim do "status quo" nos EUA após derrotas desta terça

Washington, 15 mar (EFE).- O senador Bernie Sanders, um dos grandes perdedores das eleições primárias desta terça-feira nos Estados Unidos, pediu aos americanos que ponham um fim no "status quo" e "pensem de forma independente" na hora de escolher o candidato democrata para as eleições presidenciais que acontecem em novembro.

"O objetivo desta campanha é pedir aos americanos que pensem de forma original, que pensem fora do 'status quo'", clamou Sanders, que se autoproclama um socialista democrático e que fez um pronunciamento hoje em Phoenix, capital do Arizona, estado que realiza primárias democratas e republicanas dentro de uma semana.

Segundo as projeções dos veículos de imprensa americanos, Sanders poderia ganhar em apenas um dos cinco estados que votaram nesta terceira 'Super Terça', onde estão em jogo 691 delegados entre os democratas, dos 2.383 necessários para assegurar a indicação presidencial.

As projeções dão vantagem a Sanders no Missouri, mas esta é ainda muito pequena para declarar a vitória frente a sua rival, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

Hillary, favorita para a indicação presidencial do Partido Democrata, venceu hoje em Flórida, Ohio e Carolina do Norte.

"Os EUA são um dos países mais ricos do mundo, mas ninguém sabe disso e a razão é que temos gente trabalhando em três ou quatro empregos e pais que não têm tempo para passar com seus filhos", ressaltou Sanders frente a uma multidão que clamava seu nome e exibia cartazes com o lema de sua campanha: "Um futuro em que se pode acreditar".

Fiel a seu discurso, o senador independente por Vermont atacou o poder econômico de Wall Street e a família Walton, uma das mais ricas dos EUA e proprietária do gigante varejista Walmart, que é alvo de muitas críticas pelas condições salariais de seus empregados.

"Eu digo às corporações: se querem que compremos seus produtos, fabriquem eles aqui, não na China", disse Sanders em mensagem contra os tratados de livre-comércio e dirigida aos eleitores dos estados decadentes do cinturão industrial do país, similar ao tom do discurso utilizado pelo magnata Donald Trump, líder para a indicação republicana.

"O motivo pelo qual Trump não será presidente é porque os EUA não aceitarão insultos aos mexicanos, aos muçulmanos e às mulheres", ressaltou, no entanto, Sanders em referência às propostas do magnata nova-iorquino, que promete construir um muro na fronteira com o México e vetar a entrada de muçulmanos no país.

Por enquanto, Sanders soma 678 delegados entre a votação popular e 26 "superdelegados", que podem votar livremente na Convenção Nacional do partido, que acontecerá em julho, enquanto Hillary tem 1.021 delegados obtidos em voto popular e 467 "superdelegados".

Nesta terceira 'Super Terça' ocorreram prévias nos estados de Carolina do Norte, Missouri, Illinois, Flórida e Ohio, com 367 delegados em jogo para os republicanos e 691 para os democratas, dos 1.237 e 2.383 necessários, respectivamente, para garantir a indicação.

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