China "não titubeará" na hora de defender sua soberania, diz Li Keqiang

Pequim, 16 mar (EFE).- O primeiro-ministro, Li Keqiang, garantiu nesta quarta-feira que a China "não titubeará na determinação de defender sua soberania e integridade territorial", nas tensões pelo Mar da China Meridional entre seu país, os Estados Unidos e alguns de seus vizinhos.

Conforme disse na entrevista coletiva que oferece anualmente no encerramento da sessão da Assembleia Nacional Popular (ANP), o Legislativo chinês, a "China continuará comprometida e trilhando um desenvolvimento pacífico", pois "não há conflito". A China reivindica praticamente todo o Mar da China Meridional, onde mantém disputas com Taiwan e países vizinhos, como as Filipinas, Vietnã e Malásia, pela soberania de várias ilhas, uma área que chineses e americanos se acusam de militarizar.

Li pediu aos países vizinhos e aos Estados Unidos para se esforçarem para "manter a estabilidade regional e a harmonia", e considerou "natural" que haja diferenças.

O primeiro-ministro se esquivou de responder como a China pensa em reagir perante o giro dos Estados Unidos rumo à Ásia, depois que governo americano assinou em outubro do ano passado o Acordo de Associação Transpacífico (TPP), visto como um contrapeso ao poder econômico da China, e sobre Washington aumentar a presença militar na região.

A China já tinha criticado o fato de "a maioria" dos navios e aviões militares que navega pela região em disputa ser americano e vê com receio a iniciativa dos Estados Unidos de instalar o escudo antimíssil THAAD na Coreia do Sul, perante as ameaças nucleares da Coreia do Norte. Mas Li se afastou da polêmica e ressaltou que, em pleno processo de modernização e com "o desenvolvimento como máxima prioridade, a China precisa de uma vizinhança estável e um ambiente pacífico para seu desenvolvimento doméstico".

"Esperamos que todos os países da região e de fora dela se mantenham unidos para defender a paz e a estabilidade e não o contrário", disse.

Ele afirmou que viu "sinais de melhora" nas relações da China com o Japão, seu histórico inimigo, mas disse que elas "ainda são frágeis e não estão totalmente estabilizadas", já que ambos os países levem mais de três anos disputando as ilhas Diaoyu/Senkaku, do Mar da China Oriental.

O primeiro-ministro apostou por fortalecer as relações com Japão e Coreia do Sul, que em novembro selaram em Seul sua primeira cúpula em três anos e adiantou que outra deverá acontecer neste ano em Tóquio.

"Acho que os três países podem ter uma forte cooperação em manufatura inteligente para desenvolver produtos de alta qualidade", afirmou.

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